Renan Santos chama Lula de ‘bêbado safado’ e acusa Record de favorecer o petista

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O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) fez duras críticas à entrevista concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Record. Durante o debate entre presidenciáveis promovido pela Band neste domingo (23), Renan acusou a emissora concorrente de abrir espaço para que o petista fizesse um “monólogo” , sem confrontá-lo sobre temas polêmicos da atualidade.


Candidato do partido Missão usou seu tempo na Band para criticar o presidente ausente e a Record, cobrando questionamentos sobre o Banco Master e o caso Lulinha.

Em um dos blocos com jornalistas, o candidato questionou abertamente a postura do canal e disparou ofensas contra o presidente:

“A Record é uma emissora que está se comportando como moleque que está se entregando ao Lula agora […] Ao invés de contribuir com a democracia, chamou aquele bêbado, aquele bêbado safado pra ir lá ficar fazendo monólogo” , declarou.

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Cobrança por temas controversos

Na avaliação de Renan Santos, a sabatina deveria adotar uma abordagem investigativa e crítica. Ele desafiou a emissora a questionar Lula publicamente sobre polêmicas envolvendo o governo e a família do presidente:

  • O caso Lulinha e o INSS: “Eu quero saber se eles vão perguntar para o Lula se o filho dele, Lulinha, roubou ou não roubou nosso dinheiro no INSS.”
  • O Banco Master: “Eu quero saber se a Record vai perguntar para o Lula se o governo dele é ou não é um lugar em que a turma do Banco Master se esconde e se escora.”
  • Escândalo do Digimais: O candidato associou a postura da emissora a um suposto envolvimento de proprietários da Record no caso, embora tenha feito as alegações sem apresentar provas durante o trecho.

Críticas à imprensa e foco em propostas

Renan defendeu que os veículos de comunicação têm o dever de contribuir para um ambiente democrático saudável e alertou que a ausência de perguntas difíceis prejudica a credibilidade do jornalismo:

“Record, pergunta as coisas, senão vão começar a desconfiar da Record” , afirmou, exigindo que o canal atue como uma “amiga da democracia” e não como, em suas palavras, “puxa-saco de ladrão” .

Ao encerrar sua participação no bloco, o presidenciável do Missão agradeceu aos três jornalistas presentes e reforçou que o foco dos encontros deve se concentrar na busca por soluções estruturais para o país, especialmente na geração de empregos.

O encontro promovido pela Band contou também com a participação presencial dos candidatos Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD).

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