Apesar de decisão judicial que determinou a circulação de parte da frota, passageiros continuam enfrentando dificuldades nos horários de pico.
A greve dos rodoviários em Manaus chegou ao terceiro dia nesta quarta-feira (22), mantendo impactos significativos no transporte coletivo da capital. De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), cerca de 80% dos ônibus estão em operação, mas a categoria afirma que a paralisação continuará enquanto não houver avanço nas negociações sobre o pagamento dos salários atrasados.
Decisão judicial
Uma liminar expedida pela Justiça do Trabalho determinou a manutenção de pelo menos 80% da frota em circulação nos horários de pico (das 6h às 9h e das 17h às 20h) e de 50% nos demais períodos. A decisão prevê multa de R$ 120 mil por hora em caso de descumprimento.
Motivo da greve
O movimento foi iniciado pelo Sindicato dos Rodoviários, que alega atraso no pagamento dos salários dos trabalhadores. Segundo o presidente da entidade, Givancir Oliveira, as empresas de transporte descumpriram os prazos estabelecidos para quitar os vencimentos da categoria.
Impacto na população
Enquanto a paralisação prossegue, os usuários do transporte coletivo relatam:
- Maior tempo de espera nos pontos de ônibus
- Veículos mais cheios que o normal
- Dificuldades para chegar ao trabalho, escolas e outros compromissos
Sem acordo à vista
Até o momento, não há confirmação de um acordo entre os rodoviários e as empresas de transporte que permita o encerramento da greve. A categoria permanece mobilizada enquanto aguarda uma solução para a pendência salarial.






