O reajuste do Bolsa Família, anunciado pelo governo federal, provocou reações e críticas nas redes sociais durante a reta final das eleições de 2026.
O governo anunciou uma correção de 15,04% nos valores do programa. Com a mudança, o benefício mínimo passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio estimado sobe de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores serão aplicados na folha de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro.
Críticas nas redes sociais
A reportagem do CM7 Brasil apresenta vídeos de pessoas que questionam o momento escolhido para o reajuste e associam a medida à proximidade das eleições.
Em um dos vídeos divulgados, uma mulher critica o aumento e afirma que ele teria relação com a disputa eleitoral. A declaração é uma opinião da entrevistada, e não uma comprovação de que o reajuste tenha sido criado com finalidade eleitoral.

Outro vídeo mostra trabalhadores criticando o aumento de R$ 91 no valor mínimo do benefício. Eles defendem que, além dos programas de transferência de renda, sejam adotadas medidas relacionadas ao preço dos combustíveis e dos alimentos.
O que dizem as autoridades
A discussão sobre a possibilidade de o reajuste ter finalidade eleitoral também chegou à Justiça.
Na sexta-feira (18 de setembro), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que o reajuste não viola as regras eleitorais. Segundo o ministro, a medida representa uma atualização periódica dos valores prevista na legislação e não criou um novo benefício nem ampliou o número de beneficiários.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social informou que a correção utiliza a variação acumulada do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026, de 15,04%, e tem como objetivo preservar o poder de compra das famílias beneficiárias.

Impacto financeiro
De acordo com informações do governo, o reajuste terá impacto estimado de aproximadamente R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões em 2027.
O debate político permanece, portanto, entre críticas de opositores que questionam o momento da medida e a justificativa oficial de que se trata de uma recomposição baseada na inflação.






