Prefeito Renato Junior promete expor políticos ‘infiltrados’ por trás da greve de ônibus em Manaus

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O prefeito de Manaus afirmou que todos os repasses municipais para o transporte coletivo estão em dia e convocou coletiva para apresentar documentos sobre a paralisação.


O prefeito de Manaus, Renato Junior, utilizou as redes sociais, nesta segunda-feira (20), para contestar a justificativa da greve dos rodoviários que afeta a capital amazonense. Ele afirmou que a Prefeitura está com 100% dos repasses municipais destinados ao subsídio do transporte coletivo em dia e criticou a paralisação.

R$ 278 milhões! Esse é o valor que a Prefeitura de Manaus já destinou ao subsídio do transporte coletivo somente nesses sete meses de 2026. Todos os repasses de responsabilidade do município estão em dia. Não aceito que o trabalhador manauara seja prejudicado“, declarou.

Veja vídeo: 


Investimento no transporte coletivo

De acordo com o prefeito, a administração municipal já transferiu R$ 278 milhões em subsídios ao transporte coletivo apenas neste ano. Ele reforçou que os pagamentos de responsabilidade do município foram realizados regularmente e que não há inadimplência por parte do Executivo municipal.

Renato Junior também destacou que a população não pode ser penalizada com a interrupção de um serviço essencial.


Acusação de interferência política

Em seu vídeo, o prefeito foi além e afirmou acreditar que a greve possui influência política. Embora não tenha citado nomes nem apresentado provas durante a declaração, ele prometeu revelar detalhes em uma coletiva de imprensa marcada para esta terça-feira (21).

O que está acontecendo é que tem políticos querendo aproveitar e se utilizar desse momento do transporte coletivo. Amanhã vou mostrar, com números, fatos e documentos, quem deve ao transporte coletivo de Manaus e quem são os políticos que estão por trás dessa situação“, disse.

Até o momento, os documentos que sustentam essa afirmação não foram divulgados publicamente.


O que motivou a greve, segundo os rodoviários

O Sindicato dos Rodoviários informou que a paralisação ocorre em razão de reivindicações trabalhistas, incluindo alegações de atrasos salariais. Já a Prefeitura sustenta que os repasses municipais estão em dia e nega qualquer inadimplência.

A divergência entre as versões deverá ser um dos principais temas da coletiva anunciada pelo prefeito.


O que deve ser apresentado na coletiva

Renato Junior informou que pretende divulgar documentos e dados financeiros sobre o sistema de transporte coletivo. Segundo ele, serão apresentados:

  • Valores pagos pela Prefeitura ao transporte coletivo;
  • Informações sobre eventuais débitos existentes no sistema;
  • Documentos relacionados à operação do transporte;
  • Detalhes sobre as acusações de interferência política na paralisação.

Até a publicação desta reportagem, o conteúdo desses documentos ainda não havia sido divulgado.


Impacto na população

A paralisação do transporte coletivo afeta milhares de usuários que dependem dos ônibus para trabalhar, estudar e acessar serviços públicos. Durante a manhã, passageiros enfrentaram dificuldades para chegar aos locais de trabalho, longas esperas em paradas de ônibus e necessidade de recorrer a transportes alternativos.

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