clima político na capital amazonense subiu de temperatura nesta semana após uma troca de farpas pública entre figuras centrais da gestão municipal e do legislativo. O secretário municipal de Infraestrutura, Renato Junior, utilizou suas plataformas e declarações recentes para “alfinetar” o vereador Capitão Carpê Andrade (identificado em contextos políticos por sua postura opositora, frequentemente associado a debates sobre segurança com o vereador Salazar).
O ponto central da discórdia gira em torno do uso de termos populares e da forma como a segurança pública é debatida no âmbito municipal. Renato Junior foi enfático ao afirmar que sua gestão é técnica e que não pretende ser “herói de galeroso” — expressão local usada para se referir a indivíduos envolvidos em pequenos delitos ou arruaças.
O Estopim da Crise
A polêmica começou após críticas do vereador Salazar à gestão de infraestrutura e à atuação da Guarda Municipal. Em resposta, Renato Junior sugeriu que a oposição busca criar narrativas populistas para ganhar curtidas em redes sociais, em vez de focar em soluções estruturantes para a cidade.
Segundo portais que acompanham o cotidiano da Câmara Municipal de Manaus (CMM), como o Amazonas Atual e o Portal Marcos Santos, essa troca de acusações reflete a antecipação do cenário eleitoral, onde aliados do prefeito David Almeida e membros da bancada de oposição disputam a narrativa sobre quem realmente “cuida” da população periférica.
Infraestrutura vs. Segurança
Renato Junior defendeu que o papel da prefeitura é garantir iluminação de qualidade e ruas asfaltadas, o que indiretamente auxilia na segurança, mas ressaltou que a “pajelança política” em cima de crimes isolados não resolve o problema do estado.
“Nosso trabalho é levar dignidade para os bairros. Não estou aqui para fazer teatro político ou posar de herói para quem vive à margem da lei. Meu compromisso é com o cidadão de bem que precisa de infraestrutura”, declarou o secretário, segundo relatos de bastidores.
Repercussão na CMM
A fala de Renato Junior não passou despercebida no plenário da CMM. Vereadores da oposição classificaram a declaração como “infeliz” e “preconceituosa” contra jovens de áreas periféricas, enquanto a base governista saiu em defesa do secretário, alegando que ele apenas “colocou os pontos nos is” sobre as responsabilidades de cada ente federativo.
Analistas políticos locais observam que o uso de termos como “galeroso” e “herói” faz parte de uma estratégia de comunicação que visa atingir o eleitorado mais popular. Enquanto a oposição tenta pintar a atual gestão como “distante da realidade da violência”, o secretariado de Almeida busca consolidar a imagem de uma administração voltada para entregas concretas.






