Relatório da Amazonprev apontou “risco elevado” e “sistêmico” em investimentos no Banco Master; presidente Evilázio Nascimento assinou documento
Manaus – Um relatório de diligência da Fundação Amazonprev, assinado pelo presidente Evilázio Nascimento e outros diretores, revela que a cúpula do órgão tinha pleno conhecimento dos altos riscos envolvidos em potenciais investimentos no Banco Master. O documento, datado de maio de 2025, classifica as operações da instituição financeira como de “nível de risco de crédito elevado” e aponta “risco sistêmico” para o mercado financeiro.
O Relatório nº 017/2025 foi produzido entre os dias 28 e 30 de maio de 2025, após visitas técnicas a instituições como BTG Pactual, Banco Master, Crescera Capital, Perfin Infra e Terra Investimentos. O objetivo declarado era “avaliar a capacidade de cumprimento de obrigações das instituições emissoras de ativos de crédito” e verificar “lastro” dos investimentos, conforme as boas práticas de governança.
Sobre o Banco Master, o relatório registra que a instituição captou cerca de R$ 20 bilhões em 2024 e possuía “passivo bem gerenciado”, mas também aponta preocupações. “Espera-se que o banco honre com os compromissos de curto prazo. O nível de risco de crédito elevado, devido à quantidade de emissões do banco Master com taxas de retorno acima da média praticada pelas grandes instituições, é preocupação de todo o mercado financeiro, dado o risco sistêmico das operações”, diz o documento.
A Amazonprev expressou, durante a reunião com o banco, preocupações com o “impacto das notícias de mercado na imagem do banco”, com as “garantias sobre os investimentos” diante do “passivo de curto prazo ser elevado”, além da “capacidade de resposta aos órgãos de controle, como TCE e Ministério da Previdência”.
O relatório também menciona que o banco Master vinha enfrentando dificuldades após notícias negativas na mídia, que criaram “um ambiente ruim para os negócios, com piora nas negociações dos papéis do banco no mercado secundário”. A operação de compra do Master pelo BRB era vista como “a principal saída” para a evolução do banco, mas se tornou “um problema” após a divulgação negativa.
Outro alerta registrado é que a Caixa Econômica Federal já havia recusado aportes de R$ 500 milhões no Banco Master em 2023, o que, segundo o relatório, “chamou a atenção do mercado”.

Evilázio, indicado de Wilson Lima, fazendo tour no Master
O documento é assinado digitalmente pelo presidente Evilázio Nascimento, além de Arnaldo Souza dos Reis, Wellington Guimarães Bentes, Ary Renato de Souza e Alan Nascimento. As assinaturas confirmam que a alta cúpula da Amazonprev acompanhou diretamente as diligências e discussões sobre os riscos.
Apesar dos alertas registrados no relatório, a Amazonprev manteve interlocução com o Banco Master. O documento não esclarece se os investimentos foram efetivamente realizados ou se as relações foram interrompidas após as constatações técnicas.






