A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou, na última sexta-feira (14), uma mudança nas regras de elegibilidade para a categoria feminina. A partir de agora, a participação em competições nacionais, como a Superliga, a Supercopa e a Copa Brasil, estará condicionada à apresentação de um teste genético negativo para o gene SRY.
Na prática, a medida impede a participação de atletas trans na categoria feminina, com exceção de casos raros comprovados por avaliação especializada . A nova política alinha as competições brasileiras às diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) .
O teste do gene SRY
O exame investiga a presença do cromossomo Y no DNA, que atua como desencadeador do desenvolvimento masculino . A identidade de gênero, documentos civis, tratamentos hormonais e cirurgias não modificam mais a elegibilidade da atleta . O teste é realizado uma única vez, por amostra de saliva, mucosa bucal ou sangue.
Atletas com resultado SRY-positivo só poderão competir na categoria feminina em condições excepcionais, como a comprovação da Síndrome de Insensibilidade Androgênica Completa (CAIS).
Impacto no esporte e reação de Tifanny Abreu
A decisão impacta diretamente a oposta Tifanny Abreu, a primeira mulher trans a disputar a Superliga feminina e campeã nacional em 2025 . Em pronunciamento, Tifanny classificou a medida como um “enorme retrocesso” e afirmou que recorrerá para continuar atuando profissionalmente .
O Osasco, clube onde Tifanny atua, declarou que foi surpreendido pela decisão, que foi tomada sem a participação ou consulta do time, e que avaliará os próximos passos junto ao departamento jurídico.
Quando as novas regras entram em vigor
A política já é válida para as competições:






