BR-319 volta ao discurso político nas eleições de 2026

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A BR-319, rodovia que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), voltou ao centro do debate político no Amazonas durante o período eleitoral de 2026.

A discussão sobre a estrada se arrasta há décadas e envolve diferentes grupos políticos, que defendem a recuperação e a pavimentação do trecho ainda considerado crítico da rodovia. A BR-319 possui cerca de 900 quilômetros e é considerada uma importante ligação terrestre do Amazonas com outras regiões do país.


Uma promessa que atravessa diferentes governos

A rodovia foi inaugurada em 1976, mas sofreu forte deterioração ao longo dos anos por problemas de manutenção e pelas características ambientais da região. Em 1988, o trecho chegou a ser considerado intransitável.

Desde então, a recuperação da estrada apareceu em diferentes planos e discursos de governos federais. Durante o primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Alfredo Nascimento, então ministro dos Transportes, também atuou politicamente em defesa da obra.

O chamado Trecho do Meio, entre os quilômetros 250 e 655, tornou-se o principal ponto de disputa. O processo depende de licenciamento ambiental e envolve estudos sobre os impactos da obra na floresta e nas comunidades tradicionais da região.


BR-319 também ganhou espaço na campanha de 2026

Em maio de 2026, o presidente Lula esteve no Amazonas e visitou áreas da BR-319 que passam por obras. Na ocasião, os senadores Omar Aziz e Eduardo Braga acompanharam a agenda.

A visita ocorreu em meio à discussão sobre novos investimentos na rodovia, incluindo a construção de uma ponte sobre o rio Igapó-Açu e contratos para recuperação da estrada.

A movimentação voltou a levantar questionamentos sobre o uso eleitoral da BR-319. Em 2025, uma reportagem do BNC Amazonas já havia apontado que uma caravana organizada por Eduardo Braga e Omar Aziz, com a participação de prefeitos, vereadores e parlamentares, tinha forte dimensão política em torno da cobrança pelo asfaltamento.


Debate antigo, promessa recorrente

A BR-319 permanece como uma das principais pautas de infraestrutura do Amazonas justamente por causa do isolamento terrestre de Manaus em relação ao restante do país.

Ao mesmo tempo, a recuperação do trecho central envolve exigências ambientais e discussões sobre os impactos da pavimentação na Amazônia. Por isso, a obra continua sendo apresentada por diferentes políticos como uma solução para melhorar a logística e a integração regional, enquanto o processo de execução permanece sujeito a etapas técnicas e ambientais.

O tema ganhou novamente força no cenário eleitoral de 2026, mantendo a BR-319 como uma das principais bandeiras políticas relacionadas à infraestrutura do Amazonas.

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