⚠️ ALERTA DE CONTEÚDO SENSÍVEL: esta notícia descreve suspeitas de abuso sexual contra menores.
Amazonas – Em menos de três anos, três professores de jiu-jitsu foram presos no Amazonas sob suspeita de crimes sexuais contra seus próprios alunos. Os casos ganharam repercussão nacional e revelaram um padrão de manipulação psicológica, exploração de vulnerabilidade financeira e abuso de poder dentro dos tatames.
O caso Alcenor Soeiro
Em novembro de 2024, Alcenor Alves Soeiro, de 56 anos, foi preso em Balneário Camboriú (SC). Ele é investigado por estupro e exploração sexual de alunos entre 2011 e 2018. As investigações começaram após atletas campeões mundiais procurarem a Polícia Civil.
Segundo o advogado Vilson Benayon, que atua como assistente de acusação, o processo já está concluso para sentença, com expectativa de condenação. Os relatos das vítimas indicam que o treinador dopava crianças com melatonina durante viagens para competições. Pelo menos 12 vítimas foram identificadas formalmente.
Prisão em Humaitá
Em junho de 2025, um professor de jiu-jitsu foi preso no município de Humaitá, no interior do Amazonas. As vítimas eram meninos entre 7 e 11 anos. Os crimes aconteciam dentro da própria academia, que funcionava na residência do investigado.
O caso Melqui Galvão
Em abril de 2026, foi preso Melqui Galvão, conhecido nacionalmente como mestre de jiu-jitsu e investigador da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) . Ele é investigado por abusos contra alunas. Uma adolescente de 17 anos relatou atos libidinosos durante viagem internacional para competições.
A atleta Brenda Larissa, de 27 anos, relatou 14 anos de violência sexual e psicológica. Segundo ela, o treinador cobrava pelos “investimentos” que fazia em sua carreira.
Melqui Galvão foi transferido para São Paulo, onde o inquérito é conduzido pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) . Ele foi afastado de suas funções na PC-AM.
Efeito cascata
A coragem dos atletas amazonenses em denunciar gerou um efeito cascata no país. Outro caso é o de André Luís Siqueira Pinheiro, o “André Motoca”, condenado a 15 anos de prisão por abusar de uma aluna de 15 anos. Ele está foragido.
As autoridades fazem um apelo: a quebra do silêncio é a única arma para higienizar o esporte e proteger as novas gerações de atletas.






