Acidente ocorreu em janeiro de 2023 no bairro Cidade Nova; réus respondem por duplo homicídio com dolo eventual
Manaus – Mais de dois anos após o atropelamento que comoveu Manaus, começa nesta quinta-feira (9) o julgamento de Jean Paulo Silveira Oliveira e Idaliana Maciel Oliveira, acusados pela morte de Mirivan Moraes Soares e do filho dela, de apenas dois anos.
O casal será julgado pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus por duplo homicídio simples com dolo eventual.
O acidente
O atropelamento aconteceu na noite de 7 de janeiro de 2023, na Rua 40-B, no Conjunto Francisca Mendes, bairro Cidade Nova, zona Norte da capital. Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) , Jean Paulo ensinava a esposa a dirigir uma caminhonete em via pública, embora ela não possuísse habilitação.
De acordo com a investigação, durante uma conversão, Idaliana perdeu o controle da direção, invadiu a calçada e atingiu Mirivan, que caminhava carregando o filho no colo. As duas vítimas morreram em decorrência do impacto.
A acusação
Para o Ministério Público, o casal assumiu o risco de provocar o resultado ao realizar uma atividade considerada perigosa em via pública. Por esse motivo, ambos respondem por homicídio com dolo eventual, tese mantida pela Justiça durante a fase de instrução do processo.
A defesa dos acusados tentou desclassificar o crime para homicídio culposo (sem intenção de matar), mas o entendimento foi rejeitado pelo juiz Fábio César Olintho de Souza, que determinou que o caso fosse submetido ao Tribunal do Júri.
O julgamento
O julgamento ocorre no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, com início previsto para as 9h. Ao longo da sessão, dez testemunhas, entre acusação e defesa, serão ouvidas. Em seguida, os réus prestarão depoimento e acontecerão os debates, antes da decisão do Conselho de Sentença.
A sessão será presidida pelo juiz Rafael Rodrigo da Silva Raposo. A acusação ficará sob responsabilidade da promotora de Justiça Clarissa Brito, enquanto a defesa será representada pelo advogado Eguinaldo Moura.
Protesto de familiares
Enquanto o júri acontece, familiares e amigos das vítimas realizam um protesto em frente ao fórum. Com faixas e cartazes, eles pedem justiça e cobram a condenação dos acusados.






