Professor de jiu-jitsu levava alunas a motel e prometia quimonos para elas, diz investigação em Manaus

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(Foto: Nete Santos)

Depca afirma que treinador usava caronas e “novas inscrições” no esporte para conduzir vítimas a esses locais

Manaus – A Polícia Civil do Amazonas prendeu nesta segunda-feira (7) o professor de jiu-jitsu Carlos Vieira Holanda, vulgo “O Estranho”, investigado por estupro de vulnerável, exploração sexual e importunação.

A apuração, conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) , indica que ele se aproveitava do contexto das aulas e do período pós-treino para levar adolescentes a locais inadequados.


Como a polícia afirma que ele levava as meninas para motel?

Segundo a investigação, o professor oferecia carona no fim dos treinos. No deslocamento, a polícia relata que ele mudava o caminho e conduzia as alunas a motéis.


O que ele usava para conquistar as vítimas e manter o controle?

A Depca aponta que o investigado se apoiava em elementos ligados ao esporte para ganhar confiança, como:

  • Promessas relacionadas a quimonos
  • Pagamento de inscrições em campeonatos

Esse discurso, de acordo com as autoridades, ajudava a reduzir a resistência das vítimas e a facilitar o abuso.


Quantas vítimas foram identificadas até agora?

Até o momento, as autoridades informam pelo menos sete alunas adolescentes identificadas como vítimas. A Depca, porém, ressalta que o número real pode ser maior, já que outras jovens podem ainda não ter denunciado.


Como surgiram as denúncias?

As adolescentes teriam relatado que só conseguiram denunciar após a repercussão de outros casos de violência sexual no meio esportivo. A investigação também descreve que o professor usaria seu status e influência no esporte para intimidar e minimizar a gravidade do que fazia.


O que acontece com outras possíveis vítimas?

A Polícia Civil reforçou que outras pessoas que possam ter sido atingidas devem procurar a delegacia para registrar os fatos, ampliando a apuração para que o caso não permaneça restrito apenas às vítimas já identificadas.

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