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Pocah construiu uma trajetória musical que acompanha a própria transformação do funk brasileiro. Nascida em Queimados e criada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a cantora começou cedo e, ao longo de mais de uma década de carreira, viu o gênero ganhar novos espaços e alcançar públicos cada vez maiores.
Em 2021, encarou ainda o desafio de entrar no Big Brother Brasil , da Globo, ampliando sua visibilidade para além da música:
“Quando eu olho para trás, eu lembro da menina que sempre sonhou em viver de música. Tudo foi uma grande brincadeira no começo, mas, assim que o funk me abraçou, eu vi que aquela brincadeira poderia me levar muito longe” , conta.
Amadurecimento e autoconfiança
Por trás da segurança que exibe hoje, houve uma mulher que precisou aprender a não se deixar definir pelo olhar alheio. Em uma carreira marcada pela exposição, Pocah admite que já sentiu o peso de ter de provar que era mais do que uma imagem, um hit ou um momento. A maturidade, no entanto, trouxe outra régua para medir o próprio sucesso: a trajetória:
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“Isso veio com o tempo. No começo eu sentia, sim, uma necessidade muito grande de provar o meu valor o tempo todo. Mas hoje eu entendo que a minha trajetória fala por mim. São muitos anos de carreira, de sucesso, fases diferentes e uma história construída com muito trabalho. Claro que a gente sempre busca evoluir, se reinventar, mas hoje eu confio muito mais na artista e na mulher que eu me tornei do que na opinião das outras pessoas” , avalia.
Novo amor
Após o fim do relacionamento de seis anos com Ronan Souza, Pocah viveu um período de mudanças até se permitir novamente experimentar a paixão. Hoje, ao lado de Arthur Pelágio , ex-jogador de futebol, de 26 anos, ela fala sobre a relação com a tranquilidade de quem não quer mais caber em histórias que a diminuam:
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“Hoje eu acho que eu escolho um amor que me traz paz, que me eleva. Eu acho que depois de algumas experiências a gente muda o nosso critério. Eu escolho um amor que me valoriza, que me traz leveza, parceria, admiração, que me traz de volta para mim, que eu possa ser eu mesma, sem fingir, sem me limitar, sem podas” , afirma.
Maternidade
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Mãe de Vitória , de 10 anos, Pocah também enxerga a maternidade como uma das grandes forças por trás de suas escolhas:
“Minha filha mudou completamente minha forma de enxergar a vida. Ela sempre foi minha maior motivação para crescer, para conquistar as coisas e é claro que em alguns momentos bateu aquela culpa pela rotina de shows, viagens. Toda mãe sente isso. Mas eu sempre fiz questão que ela soubesse que todo meu trabalho também era uma forma de cuidar dela e construir um futuro melhor para nós” , explica.
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Trechos da entrevista
“Hoje eu confio muito mais na artista e na mulher que me tornei do que na opinião das outras pessoas.”
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“Eu acho que, com o amadurecimento, eu protejo mais a minha vida. Estou muito mais seletiva em relação às amizades. Hoje eu escolho muito melhor quem pode ocupar um lugar na minha mesa.”
“Foi um momento de muito aprendizado. Todo ciclo que termina deixa algum ensinamento, e comigo não foi diferente. Eu entendi que amor também precisa de parceria, admiração mútua e crescimento dos dois lados.”
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“Eu amo estar apaixonada. Amo sonhar com família, com o ‘felizes para sempre’.”
“Minha filha mudou completamente minha forma de enxergar a vida. Ela sempre foi minha maior motivação para crescer e conquistar as coisas.”
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“Aprendi que não preciso agradar todo mundo. Ser verdadeira comigo mesma vale muito mais do que tentar corresponder às expectativas alheias. Então, amor, se eu tiver que falar, eu falo mesmo. Doa a quem doer. Essa sou eu. Eu já paguei o preço por ser quem eu sou e, se eu tiver que pagar de novo, eu pago. Mas prefiro ser eu mesma.”
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Pocah — Foto: Gabriel Trindade






