A queda de 42,83% no desmatamento no entorno da BR-319 nos últimos 12 meses foi apresentada pelo ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, como prova de que é possível avançar na rodovia e, ao mesmo tempo, proteger a floresta. A declaração reforça o que o senador Eduardo Braga (MDB-AM) vem defendendo: pavimentação e preservação podem caminhar juntas.
A afirmação foi feita nesta sexta-feira (14), durante a 324ª Reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS) , em Manaus. Enquanto obras já avançam em diferentes pontos da BR-319, Capobianco afirmou que o processo de licenciamento para as intervenções que ainda dependem de autorização ambiental está avançado e que o DNIT finaliza os estudos que serão encaminhados ao Ibama:
“É a prova de que é possível gerenciar de forma responsável, que é possível promover o desenvolvimento, que é possível implementar infraestrutura com responsabilidade” , afirmou.
Além da redução de 42,83% nos últimos 12 meses, o ministro informou que o desmatamento no entorno da BR-319 caiu 73,3% entre 2022 e 2025.
Obras em várias frentes
Braga ressaltou que a recuperação da BR-319 já está em andamento, com obras em diferentes frentes, enquanto seguem os procedimentos necessários para os pontos que ainda dependem de autorização ambiental:
“Neste momento, nós estamos praticamente em todas as frentes de trabalho em obras da BR-319, o que significa para o Polo Industrial de Manaus e para a macro e microeconomia do nosso estado uma notícia extremamente importante” , afirmou.
Capobianco também citou as intervenções já executadas e lembrou a recente agenda na BR-319 com Braga e o presidente Lula. Entre os avanços estão as novas pontes sobre os rios Curuçá e Autaz Mirim , que já foram reconstruídas e melhoraram as condições de passagem pela rodovia.
Licenciamento avança nos trechos que ainda dependem de autorização
Ao tratar das intervenções que ainda dependem de autorização ambiental, Capobianco afirmou que o processo está encaminhado:
“O licenciamento da BR-319 é um processo que está equacionado. O DNIT está finalizando os estudos para encaminhar ao Ibama” , disse.
O ministro explicou que o Governo Federal, em parceria com o Governo do Amazonas, desenvolveu um programa para garantir a governança socioambiental e a proteção do entorno da estrada.
Capobianco defendeu que rodovias e preservação não são incompatíveis e ressaltou a importância da ligação para a população e para a economia:
“Não há nenhum problema em se fazer uma rodovia. Ao contrário. As rodovias são importantes para os cidadãos que necessitam delas para circular, assim como para integrar comércio e produção” , afirmou.
O ministro também citou a participação de Braga nas discussões realizadas na Casa Civil sobre medidas para conciliar o asfaltamento da BR-319 com a proteção de seu entorno:
“Vamos garantir o asfaltamento com governança socioambiental” , afirmou.
Amazonas cresce e preserva
Capobianco apontou o Amazonas como exemplo de que desenvolvimento econômico e preservação podem caminhar juntos. Nos últimos 12 meses, o desmatamento no estado caiu 46,7% , enquanto o PIB amazonense chegou a R$ 187,1 bilhões , com crescimento de 4,4%.
Na Amazônia como um todo, o desmatamento caiu 36,87% no mesmo período, chegando ao menor índice da década:
“É a prova de que o Brasil e o estado do Amazonas, a Amazônia, podem se desenvolver de forma sustentável” , afirmou o ministro.
Posição de Braga
Para Braga, os resultados reforçam uma posição que também orienta sua defesa da BR-319: o Amazonas pode ampliar sua infraestrutura, movimentar a economia e gerar empregos sem abrir mão da preservação ambiental.
O senador defende que a conclusão da rodovia é fundamental para reduzir o isolamento rodoviário de Manaus, melhorar a circulação de pessoas e mercadorias e fortalecer a economia do estado.






