O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), celebrou nesta sexta-feira (14) a identificação de hidrocarbonetos durante a perfuração de um poço exploratório no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. O poço está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.
A presença de hidrocarbonetos indica a existência de petróleo ou gás natural na região, mas ainda não confirma a existência de uma reserva comercialmente viável.
Em nota, Alcolumbre classificou o resultado como um dia histórico para o Brasil e para o Amapá. O senador afirmou que foram anos de articulações em defesa da pesquisa na Margem Equatorial e da possibilidade de exploração dos recursos naturais da região:
“Estávamos certos. Foram anos de luta para chegar até aqui. Lutamos pelo direito de pesquisar a Margem Equatorial e conhecer as nossas riquezas” , afirmou.
Segundo Alcolumbre, caso a exploração seja considerada viável, os recursos poderão gerar empregos, renda e oportunidades para a população do Amapá, além de contribuir para o desenvolvimento nacional.
Atuação pela exploração
Alcolumbre se tornou um dos principais articuladores políticos em defesa da exploração de petróleo na Foz do Amazonas. O senador tem pressionado o governo federal pela continuidade das atividades e defendido publicamente a abertura da região para pesquisas e eventual exploração.
Em 2025, ele apresentou uma emenda ao projeto de lei que trata do licenciamento ambiental para criar uma Licença Ambiental Especial (LAE) destinada a empreendimentos considerados estratégicos. A proposta poderia acelerar processos de licenciamento de projetos considerados prioritários.
Críticas ambientais
A exploração na Foz do Amazonas também é alvo de críticas de especialistas e organizações ambientais. A Petrobras, que detém 100% de participação na área, recebeu autorização do Ibama para iniciar a perfuração do poço em outubro de 2025.
Na época, especialistas manifestaram preocupação com os possíveis impactos ambientais da atividade em uma região considerada de alta biodiversidade.
O processo exploratório também enfrentou um episódio de vazamento de fluido de perfuração. Em janeiro deste ano, as atividades foram paralisadas após um acidente. Posteriormente, o Ibama confirmou que parte do fluido havia sido descartada no mar.
Segundo o órgão ambiental, a substância possuía componentes classificados como de risco médio à saúde humana e ao ecossistema aquático. Pelo episódio, a Petrobras foi multada em R$ 2,5 milhões.
A Petrobras informou que as operações de perfuração continuam para a avaliação exploratória da área, com medidas voltadas à segurança e à proteção ambiental.






