Inteligência e videomonitoramento: Operação “Alvo Certo” prende 18 condenados por crimes sexuais no AM

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Uma ofensiva tecnológica da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) resultou na prisão de 18 homens condenados por crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes. A Operação Alvo Certo: Infância Protegida, deflagrada entre quinta e sexta-feira (26 e 27 de março de 2026), marcou um avanço no uso de inteligência policial para localizar criminosos que já possuíam sentenças definitivas, mas que seguiam foragidos da Justiça.

O diferencial desta operação foi o uso estratégico do sistema de câmeras de videomonitoramento com reconhecimento de placas e análise de comportamento, integrados ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). Através do cruzamento de dados de bancos de dados nacionais e estaduais, as equipes conseguiram mapear a rotina e a localização exata dos alvos.

Logística e Alcance

As prisões ocorreram de forma simultânea em diferentes frentes:

  • Manaus: 9 indivíduos foram capturados em bairros de todas as zonas da capital.
  • Interior do AM: 8 foragidos foram localizados em municípios da calha dos rios Negro e Solimões.
  • Interestadual: Um dos alvos mais procurados foi localizado na cidade de Navegantes (SC), em uma ação conjunta com a Polícia Federal, demonstrando que a rede de inteligência do Amazonas agora opera em nível nacional.

Tecnologia a favor da Proteção Infantil

Segundo o Departamento de Polícia do Interior (DPI), a utilização de ferramentas de inteligência permitiu que os policiais chegassem aos endereços sem a necessidade de longos períodos de campana física, o que reduziu as chances de fuga.

“O uso de câmeras inteligentes não serve apenas para flagrantes de roubos; elas são fundamentais para tirar de circulação indivíduos que já devem à Justiça. Neste caso, estamos falando de crimes que marcam a vida de crianças para sempre”, destacou um dos delegados responsáveis pela coordenação da operação.

Contexto Legal e Audiências

Todos os detidos já possuem sentença condenatória transitada em julgado, o que significa que não cabe mais recurso sobre a culpa. Eles foram encaminhados para audiência de custódia e, posteriormente, levados para as unidades prisionais do estado, onde iniciarão imediatamente o cumprimento de suas penas em regime fechado.

A operação ocorre em um cenário de endurecimento das políticas de proteção à infância no Amazonas, coincidindo com a entrada em vigor da nova Lei do ECA Digital (Lei nº 15.211/2025), que cria mecanismos mais rígidos para a proteção de menores também no ambiente online.

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