Homem é encontrado morto em apartamento e corpo é parcialmente devorado por cães em Manaus

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O que deveria ser uma verificação de rotina por parte dos administradores de um condomínio no Centro de Manaus transformou-se em uma cena de horror na tarde desta quinta-feira (26). Um homem, cuja identidade ainda não foi oficialmente divulgada pelas autoridades, foi encontrado morto dentro de seu apartamento. O caso chamou a atenção não apenas pelo óbito, mas pelo estado em que o corpo foi localizado: parcialmente devorado por seus próprios cães de estimação.

A descoberta ocorreu após moradores do residencial relatarem um forte odor vindo da unidade e o fato de o proprietário não ser visto há pelo menos cinco dias. Ao entrarem no imóvel com o auxílio da polícia, os agentes se depararam com a vítima caída no chão e os animais em estado de extrema agitação e desnutrição.

Instinto de Sobrevivência

De acordo com a perícia preliminar do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), a morte teria ocorrido por causas naturais há quase uma semana. Confinados no apartamento sem acesso a água ou comida, os cães — que eram de porte médio — acabaram atacando o cadáver impulsionados pelo instinto de sobrevivência.

Destino dos Animais

Os cães foram resgatados por uma equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e por protetores de animais acionados pela vizinhança. Eles passaram por avaliação veterinária e devem ser colocados para reabilitação e futura adoção, caso não sejam reivindicados por parentes do falecido. Especialistas em comportamento animal reforçam que esse tipo de incidente, embora chocante, é uma resposta biológica rara de animais domésticos em situações de confinamento extremo e privação alimentar.

Investigação e Solidão

O corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames de necropsia para confirmar a causa exata da morte e descartar qualquer indício de violência ou invasão do domicílio.

O caso acende um alerta sobre a rede de apoio a pessoas que moram sozinhas em grandes centros urbanos. Vizinhos relataram que a vítima era discreta e mantinha pouco contato com os demais moradores, o que contribuiu para que o óbito demorasse a ser percebido.

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