Amazonas – Uma operação das Forças Armadas nos municípios de Japurá e Jutaí, no interior do Amazonas, resultou na destruição de 50 dragas usadas no garimpo ilegal. A ação fez parte da Operação Ágata Amazônia 2026, coordenada pelo Ministério da Defesa e conduzida pelo Comando Conjunto Harpia.
De acordo com o balanço oficial, a operação forçou a paralisação de 117 balsas e causou um prejuízo estimado de R$ 151 milhões às atividades criminosas.
veja o vídeo:
Como foi a ação
Vídeos gravados na região mostram o modus operandi: como é logisticamente inviável rebocar as estruturas gigantescas, as autoridades procedem com a queima controlada no local. Nas imagens, é possível ver a silhueta de um Navio-Patrulha da Marinha do Brasil garantindo a segurança do perímetro.
Segundo o balanço oficial, o planejamento permitiu que todas as neutralizações ocorressem sem o uso da força e sem feridos.
Prejuízo milionário
Estima-se que o prejuízo ao garimpo ilegal foi de:
- R$ 17,5 milhões com a inutilização de motores e equipamentos
- R$ 133,5 milhões com lucros cessantes durante a paralisação
Apreensões
Além da destruição das dragas, foram apreendidos:
- 170 mil litros de diesel e 5 mil litros de gasolina
- 1,27 kg de mercúrio
- 6 armas de fogo e 52 munições
- 1 embarcação avaliada em R$ 2 milhões
- 8 balanças de precisão
Força-tarefa integrada
Participaram da operação militares da Marinha, Exército e Aeronáutica, além de agentes do IBAMA, da Polícia Federal e da Polícia Militar do Amazonas. A segurança em solo foi reforçada por um Pelotão de Selva do 17º Batalhão de Infantaria de Selva.
Declaração oficial
O Contra-Almirante (FN) Adauto Bunheirão, Comandante da Força-Tarefa Conjunta (FORC), afirmou:
“A neutralização dessas dragas representa muito mais do que um resultado operacional. É a demonstração concreta de que o Estado brasileiro está presente nos confins da Amazônia, protegendo nossos rios, nossa floresta e, sobretudo, as comunidades ribeirinhas e os povos originários”.






