O partido Missão, legenda criada por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), realizou no sábado (1º), em São Paulo, o seu primeiro congresso nacional para lançar presencialmente a candidatura de Renan Santos à Presidência da República. Embora a chapa já tivesse sido oficializada em uma convenção online no dia 20 de julho, o encontro serviu para apresentar o plano de governo da sigla e marcar a estreia do partido nas urnas.
O evento ocorreu em um espaço de eventos na capital paulista e buscou criar uma atmosfera festiva, contando com área VIP, bastões fluorescentes e mezanino com open bar de cerveja. Os ingressos custaram entre R174eR174eR 7 mil , com os recursos destinados ao financiamento da própria legenda. O público foi predominantemente composto por homens de 30 a 40 anos, e o militar da reserva Aroldo Medina foi apresentado como candidato a vice-presidente, subindo ao palco com uma vassoura em alusão ao gesto histórico de Jânio Quadros.
Propostas e discurso
A segurança pública foi o tema central dos discursos e do projeto político do partido. Em sua fala, Renan Santos adotou uma retórica incisiva ao prometer tolerância zero ao crime.
No evento, a sigla também lançou o programa de governo batizado de “Livro Amarelo” , apresentado pelo deputado federal Kim Kataguiri. O documento propõe metas como:
- Reduzir os homicídios a no máximo 10 mil por ano
- Retirar 8 milhões de pessoas das favelas
- Promover um ajuste fiscal de R$ 3,3 trilhões
- Reduzir a taxa de juros a menos de 6%
- Retomar o programa espacial e a construção de armas nucleares
Críticas e bastidores
Durante o pronunciamento, Renan rejeitou o rótulo de “terceira via” e afirmou que sua campanha não se define apenas pelo antipetismo. O candidato direcionou duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao senador Flávio Bolsonaro , a quem chamou de “farsante”, além de vaiar o senador Sergio Moro , classificado no ato como “traidor”.
Apesar do tom ostensivo no palco, membros do partido reconheceram nos bastidores que a candidatura visa principalmente a consolidação da legenda para pleitos futuros.
Pesquisa Datafolha
Na pesquisa Datafolha divulgada em 24 de julho, Lula lidera a disputa com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 32% , enquanto Renan Santos aparece com 3% , em empate técnico com Ronaldo Caiado (4%) e Romeu Zema (3%).






