Resumo
Dois jovens foram presos em Manaus suspeitos de integrar organização criminosa envolvida com agiotagem, extorsão mediante sequestro e roubos. As investigações apontam que o grupo continuava atuando mesmo após operações policiais anteriores.
Dupla suspeita de agiotagem
Ronald Sales Ramos Filho, de 21 anos, e Vinicius Miranda Munhoz, de 22, são investigados por integrar uma organização criminosa envolvida com agiotagem, extorsão mediante sequestro e roubos em Manaus e no interior do Amazonas. As prisões ocorreram como desdobramento da “Operação Tormenta”, que já teve duas fases deflagradas pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).
Segundo o delegado Cícero Túlio, titular do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), as investigações revelaram que parte do grupo continuava atuando mesmo após as ações policiais anteriores. Os criminosos mantinham ameaças contra vítimas e passaram a coletar informações sobre familiares para ampliar as extorsões.
“Mesmo após a primeira e a segunda fase da operação, eles continuavam realizando cobranças, extorquindo essas pessoas e praticando atos de violência”, afirmou o delegado.

As investigações também apontam que a organização criminosa, supostamente liderada por Gustavo Albuquerque (foragido), foi responsável por um sequestro ocorrido no dia 1º de junho. Na ocasião, a vítima teve cerca de R$ 15 mil em joias roubadas.
Prisão na Ponta Negra
Durante os levantamentos, os investigadores identificaram dois veículos usados pelos envolvidos e passaram a monitorá-los.
A prisão ocorreu na tarde de segunda-feira, 8 de junho, após equipes policiais localizarem os automóveis na região da Ponta Negra, zona Oeste de Manaus. Os dois suspeitos foram abordados e tiveram os mandados de prisão cumpridos.
Novas vítimas procuraram a polícia
Conforme o delegado, novas denúncias foram fundamentais para o avanço das investigações. Após as fases anteriores da Operação Tormenta, vítimas passaram a procurar a Polícia Civil para relatar que continuavam sendo alvo de ameaças e cobranças ilegais.
Além disso, um boletim de ocorrência relacionado ao sequestro investigado reforçou os indícios contra os suspeitos e subsidiou o pedido de prisão preventiva apresentado à Justiça.
Mais de 40 presos e R$ 10 milhões bloqueados
O delegado Cícero Túlio destacou que o combate aos grupos envolvidos com agiotagem tem sido intensificado ao longo deste ano. Segundo ele, pelo menos quatro grandes operações foram realizadas pela Polícia Civil em 2026.
“As operações resultaram na prisão de aproximadamente 40 pessoas e em medidas judiciais que alcançaram cerca de R$ 10 milhões em bens e ativos financeiros dessas organizações criminosas” , informou.
Ainda segundo o delegado, parte dos recursos obtidos pelos grupos criminosos por meio da agiotagem pode ser utilizada para financiar outras atividades ilícitas, incluindo o tráfico de drogas.
Nova fase da operação não está descartada
A Polícia Civil agora aguarda o resultado da análise dos aparelhos eletrônicos apreendidos para aprofundar as investigações. O material poderá revelar a participação de outros integrantes.
“Vamos avaliar a necessidade de representar por novas prisões relacionadas aos alvos das fases anteriores e também verificar a participação de outras pessoas nesse esquema criminoso” , afirmou Cícero Túlio.






