Brasil – A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e representantes dos clubes das Séries A e B aprovaram 10 novas medidas de arbitragem para reduzir paralisações e aumentar o tempo de bola rolando nas partidas.
As mudanças serão utilizadas nas quatro divisões do Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro Feminino A1. A maior parte das regras entrou em vigor imediatamente, enquanto uma das alterações será aplicada apenas em 2027.
Novas regras contra perda de tempo
Entre as medidas aprovadas está o limite de oito segundos para o goleiro controlar a bola com as mãos. Caso o tempo seja ultrapassado, a equipe adversária receberá um escanteio.
O arremesso lateral também terá um limite de cinco segundos, contados a partir do momento em que o jogador estiver com a bola nas mãos. O descumprimento poderá resultar na reversão da cobrança.
No tiro de meta, o goleiro terá cinco segundos após a autorização do árbitro para realizar a reposição. Se o limite for ultrapassado, um escanteio será marcado para o adversário.
Substituições e atendimentos
Os jogadores substituídos terão 10 segundos para deixar o campo pelo ponto mais próximo. Caso o atleta demore, o substituto só poderá entrar na próxima paralisação.
Outra mudança determina que o jogador que receber atendimento médico dentro do gramado deverá permanecer pelo menos um minuto fora de campo antes de retornar.
Quando o atendimento envolver o goleiro, um jogador de linha da mesma equipe também deverá permanecer fora por um minuto, sendo indicado pelo treinador ou capitão.
Capitão será interlocutor e VAR ganha novas funções
O pacote também estabelece que somente o capitão poderá dialogar com o árbitro nas situações previstas pelo protocolo.
A lista inclui ainda o chamado “Protocolo Vini Jr.”, segundo o qual cobrir intencionalmente a boca durante uma discussão com um adversário poderá ser considerado uma conduta passível de expulsão.
O VAR também poderá revisar decisões que resultem na aplicação do segundo cartão amarelo, que consequentemente gera a expulsão do jogador.
Mudança no escanteio ficará para 2027
A partir de 2027, o árbitro de vídeo poderá revisar situações em que um escanteio tenha sido marcado de forma equivocada, quando a cobrança resultar diretamente em gol ou pênalti.
Segundo a CBF, grande parte das medidas já foi utilizada durante a Copa do Mundo de 2026. A entidade estima que o pacote possa acrescentar, em média, 5 minutos e 49 segundos de jogo por partida.
CBF quer aumentar tempo de bola rolando
Um levantamento da CBF Academy, com dados da Opta Stats Perform, apontou que a Série A registrava média de 52 minutos e 54 segundos de bola rolando por partida em 2026, antes da pausa para a Copa do Mundo.
A referência utilizada pela Fifa é de 60 minutos. O estudo indica a possibilidade de recuperar aproximadamente 6 minutos e 22 segundos por jogo com a redução do tempo gasto em atendimentos, reposições, faltas e análises do VAR.
A CBF prevê ainda R$ 200 milhões em investimentos na arbitragem entre 2026 e 2027.






