Amazonas – O pré-candidato ao Senado, Marcelo Ramos, criticou duramente a participação do vereador Coronel Rosses (PL) em uma confusão ocorrida no dia 5 de maio nas dependências da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
Em um vídeo divulgado nas redes sociais na madrugada de quarta-feira (6), Marcelo Ramos afirmou se sentir surpreso com a situação: “Quando eu penso que já vi tudo na política do Amazonas, um palhaço de um vereador sai da Câmara Municipal para tentar constranger a liberdade de expressão dentro da universidade”.
Entenda o caso
O incidente ocorreu no Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS) da UFAM. Segundo informações, o vereador foi ao local acompanhado de seguranças e aliados para, em suas palavras, “fiscalizar” cartazes e manifestações políticas espalhadas pelo campus.
Imagens que circularam nas redes sociais mostram Rosses discutindo com integrantes da comunidade acadêmica e chamando um professor de “canalha”. O parlamentar chegou a apontar o dedo no rosto de um docente, que pediu respeito, enquanto alunos reagiram com críticas e vaias.
Diante do clima de tensão, estudantes passaram a protestar contra a presença do vereador, que deixou o local sob gritos de “recua” e “fora”.
Reações institucionais
A UFAM divulgou nota oficial repudiando a confusão, classificando o ocorrido como atos de violência e tentativas de silenciamento. A universidade anunciou a abertura de apuração administrativa para identificar os responsáveis por condutas que possam ter violado a dignidade humana e a integridade da comunidade acadêmica.
Em nota, o Conselho Universitário afirmou que os acontecimentos representam uma agressão direta aos pilares do Estado Democrático de Direito e à autonomia universitária.
Veja vídeo:
Versão do vereador
Em resposta às críticas, Coronel Rosses utilizou suas redes sociais para rebater as acusações. Ele afirmou que foi alvo de hostilidade e intimidação durante a visita e declarou que o movimento de direita no local foi uma reação a supostos cartazes de ódio contra políticos conservadores. O parlamentar também reiterou que não se deixará intimidar por tentativas de silenciamento.






