O prefeito afastado de Coari, Adail Pinheiro (Republicanos), passou a usar tornozeleira eletrônica por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida foi cumprida pela Polícia Federal na terça-feira (22) e ocorre no contexto da Operação Dinastia do Lago, que investiga suspeitas relacionadas a contratos da Prefeitura de Coari.
Medida cautelar
Além do monitoramento eletrônico, Adail está sujeito a outras medidas cautelares, incluindo restrições de deslocamento e de contato com pessoas relacionadas à investigação. A decisão também limita o acesso do prefeito afastado a prédios e estruturas da administração municipal, salvo mediante autorização judicial.
A motivação específica para a utilização da tornozeleira não foi divulgada publicamente, já que parte do caso tramita sob sigilo.
Operação Dinastia do Lago
A Polícia Federal deflagrou a Operação Dinastia do Lago em 16 de setembro, com o cumprimento de 29 mandados de busca e apreensão em Manaus e Coari.
A investigação apura suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro relacionadas a contratos municipais.
Durante a operação, Adail Pinheiro foi afastado cautelarmente da Prefeitura de Coari, enquanto o deputado federal Adail Filho, filho do prefeito, também passou a ser alvo das investigações.
As medidas são cautelares e não representam, por si só, uma condenação. A investigação continua em andamento.
Prefeitura de Coari
Com o afastamento de Adail Pinheiro, a Prefeitura passou a ser comandada interinamente por Jeany de Paula Amaral Pinheiro, presidente da Câmara Municipal e irmã do prefeito afastado.
A substituição ocorreu porque o vice-prefeito também estava temporariamente impedido de assumir o cargo, após se afastar para disputar uma vaga de deputado estadual nas eleições de 2026.






