Suspeito de importunar criança é agredido por banhistas na Ponta Negra, em Manaus

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Um episódio de violência marcou o último domingo (22) na Praia da Ponta Negra, um dos principais pontos turísticos da capital amazonense. Um homem, ainda não identificado, foi espancado por frequentadores após ser acusado de importunar sexualmente uma criança que estava no local.

De acordo com informações divulgadas por portais de notícias e confirmadas pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), o suspeito teria apresentado comportamento considerado inapropriado, o que gerou revolta imediata entre os banhistas.

Agressão coletiva e tumulto

Testemunhas relataram que o homem foi rapidamente cercado por um grupo de pessoas, que passaram a agredi-lo com socos e chutes, mesmo após ele cair na areia. A situação gerou tumulto e tensão no local, que costuma receber grande fluxo de famílias nos fins de semana.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o momento em que o suspeito tenta se proteger enquanto é atacado. Nas imagens, também é possível ouvir gritos de revolta por parte dos presentes.

A agressão só foi interrompida com a chegada de agentes da Guarda Municipal de Manaus, que realizavam patrulhamento na área. Os agentes precisaram agir rapidamente para conter a multidão e evitar um possível linchamento.

Após controlar a situação, a equipe isolou a área e prestou apoio inicial, garantindo a segurança de todos os envolvidos.

Caso levado à delegacia especializada

O suspeito, a criança acompanhada de seus responsáveis e testemunhas foram encaminhados à Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), onde o caso passou a ser investigado.

A polícia apura tanto a denúncia de importunação sexual quanto as agressões praticadas pelos banhistas. Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre o estado de saúde do homem.

Alerta contra “justiça com as próprias mãos”

Em nota, autoridades reforçaram que, embora crimes contra crianças provoquem forte comoção social, a prática de agressões pode configurar crime e prejudicar as investigações.

A orientação é que situações suspeitas sejam comunicadas imediatamente às forças de segurança, por meio de canais como o 190, da Polícia Militar, ou o Disque 100, voltado à proteção dos direitos humanos.

O caso reacende o debate sobre segurança em espaços públicos e os limites da ação popular diante de suspeitas de crimes, especialmente quando envolvem vítimas vulneráveis.

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