Sindicato afirma que paralisação em Manaus foi para pressionar deputados federais indecisos sobre jornada 6×1

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A paralisão relâmpago do transporte coletivo em Manaus na manhã desta quarta-feira (27) foi classificada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), Givancir Oliveira, como um “recado” aos deputados federais amazonenses que ainda não se posicionaram sobre a PEC que prevê o fim da escala 6×1.

O protesto durou cerca de uma hora e afetou principalmente a circulação de ônibus na Avenida Constantino Nery. Vídeos mostraram pontos de ônibus lotados e trabalhadores caminhando pelas avenidas.

“Você, deputado federal que está em cima do muro, estamos de olho. Se você votar contra o povo, contra o trabalhador, Manaus vai parar e a gente vai pichar o nome desses deputados em toda a cidade”, declarou Givancir.

O sindicalista afirmou que o movimento não aceita negociações ou período de transição. “Não queremos transição, não queremos qualquer negociação, queremos essa PEC já”, disse.

Apesar do impacto aos usuários, o presidente do STTRM pediu desculpas à população. “Desculpa a sociedade de Manaus por esse momento, mas é um protesto que vai beneficiar os trabalhadores”, afirmou.

A mobilização contou com apoio de metalúrgicos, vigilantes, trabalhadores da construção civil e petroleiros, além da CUT nacional.

Após o protesto, os ônibus voltaram a circular normalmente.

A Prefeitura de Manaus, por meio do IMMU, informou que respeita o direito à livre manifestação, mas reforçou a importância da manutenção dos serviços essenciais à população.

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