“Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”: veja os últimos stories da jovem que morreu em acidente de rope jump
Educadora física de 21 anos morreu ao ser lançada sem corda de segurança na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP)
Limeira (SP) – Horas antes de ter a vida tragicamente interrompida em uma queda livre de 40 metros, a educadora física Maria Eduarda, de 21 anos, compartilhou com seus seguidores a expectativa e o “frio na barriga” de encarar um salto extremo. O que seria um registro de aventura transformou-se nos últimos passos documentados de uma tragédia provocada por negligência humana.
Veja Víddeo:
Os últimos registros
A sequência de publicações feitas pela jovem na manhã deste sábado (13) mostra desde a liberação para o salto até o cenário do acidente:
- “Decolagem” : Ela exibiu duas pulseiras de identificação da empresa “Entre Cordas” , com os dizeres “Bem vindo a bordo” e “Decolagem autorizada”. Na pulseira amarela, lia-se: “Vou voar e vou gravar!”
- Placa de perigo : Ela fotografou uma placa com a palavra “PERIGO” e o alerta “RISCO DE MORTE”, compartilhada como demonstração de coragem. O aviso se provaria real.
- “Frio na barriga” : Às 7h31, postou uma foto da visão vertical da beira da ponte até o chão, escrevendo: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte ???”
- Clima no topo : O último registro é um vídeo mostrando outro participante saltando com sucesso, com clima de normalidade e descontração minutos antes da falha letal.
O acidente
Maria Eduarda morreu instantaneamente após ser lançada da plataforma de rope jump sem estar conectada à corda de segurança principal. Um vídeo gravado por testemunhas mostra a jovem sendo levada à beira da ponte por três funcionários. Logo após ser impulsionada, ouve-se o desespero: “A corda! Gente, a corda!”
Fuga e prisões
Após a constatação da falha, dois dos responsáveis tentaram fugir por uma região de mata densa. A Polícia Militar montou um cerco rápido e, com o auxílio do helicóptero Águia, conseguiu localizar e prender os fugitivos. Ao todo, seis pessoas ligadas à organização foram presas.
O noivo da vítima estava presente, assistiu à queda fatal e entrou em estado de choque. Ele precisou ser retirado do local de ambulância.
Luto e investigação
A academia onde Maria Eduarda trabalhava paralisou suas atividades. “Fecharemos por luto. Neste momento de dor, nossa prioridade é estar com nossa equipe e nossos corações” , informou em nota.
O 2º Distrito Policial de Limeira está à frente do inquérito. Os responsáveis utilizavam uniformes e banners das marcas “Entre Cordas” e “Ih Voei” , que agora estão no centro da investigação criminal por homicídio e negligência.






