A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (24), a Operação Combustão, em Manaus, para cumprir seis mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral.
A ação investiga suspeitas de desvio de recursos públicos, lavagem de capitais e financiamento eleitoral irregular relacionados às eleições de 2022. A Justiça Eleitoral também determinou o bloqueio de mais de R$ 17 milhões em bens e valores dos investigados.
PF realiza buscas no Reserva Inglesa
A operação provocou movimentação de agentes federais no Condomínio Reserva Inglesa, em Manaus. Segundo imagens divulgadas pelo CM7, os policiais realizaram buscas em um imóvel e vistoriaram veículos durante a ação.
A própria reportagem informou que a Polícia Federal ainda não havia confirmado oficialmente os proprietários dos veículos nem a ligação direta entre o imóvel vistoriado e os investigados.
Por isso, não é possível afirmar que o imóvel ou os veículos pertençam diretamente a Roberto Cidade ou que o governador seja alvo da operação.
Veja vídeo:
Investigação envolve contratos da AADESAM
De acordo com a Polícia Federal, a investigação apura um suposto esquema envolvendo recursos provenientes de contratos firmados pela Associação Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (AADESAM).
A corporação afirma que os valores teriam posteriormente circulado entre pessoas físicas e jurídicas relacionadas aos fatos investigados.
A PF também informou que os investigados poderão responder, conforme a responsabilidade individual apurada, por crimes como organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados.
Relação com Roberto Cidade
A publicação original do CM7 relaciona a operação a políticos e empresários que seriam ligados ao grupo político de Roberto Cidade (União Brasil). Entretanto, a nota oficial da Polícia Federal não cita Roberto Cidade nominalmente como alvo da operação.
Também é importante destacar que os fatos investigados pela Operação Combustão estão relacionados às eleições de 2022, e não significam, por si só, que tenha sido constatada irregularidade na atual campanha eleitoral de 2026.
As investigações continuam para esclarecer a origem e a circulação dos recursos e definir a eventual responsabilidade de cada investigado.






