PF encontra dinheiro durante buscas e investiga movimentação de até R$ 31 milhões no Amazonas
A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira (29), a segunda fase da Operação Gatekeeper, que investiga suspeitas de tráfico interestadual de drogas por meio de voos comerciais e possível lavagem de dinheiro no Amazonas.
A operação ocorreu em Manaus e Coari, no interior do estado. Durante as diligências, agentes encontraram dinheiro em endereços investigados, conforme informações divulgadas sobre a ação.
A Justiça Federal autorizou duas prisões preventivas, sete mandados de busca e apreensão, o sequestro de oito veículos e o bloqueio de ativos financeiros dos investigados até o limite de R$ 31 milhões. A decisão também determinou o afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático de 15 pessoas físicas e jurídicas.
O valor de R$ 31 milhões corresponde ao limite estabelecido para o bloqueio de ativos. Não significa que toda essa quantia tenha sido localizada em dinheiro ou apreendida durante a operação.
Investigação apura possível esquema de lavagem de dinheiro
Segundo a Polícia Federal, a investigação identificou movimentações financeiras realizadas por meio de contas de terceiros, empresas de fachada e plataformas digitais. A suspeita é de que esses recursos tenham sido utilizados para dificultar a identificação da origem do dinheiro relacionado às atividades investigadas.
As apurações também apontaram a participação de pessoas que, conforme os investigadores, teriam atuado no transporte dos entorpecentes e na organização da logística de compra de passagens aéreas.
A nova etapa busca aprofundar a investigação sobre a movimentação financeira e identificar a possível participação de outros envolvidos.
Operação começou após apreensão de maconha em voo
A investigação teve início em dezembro de 2024, depois que um passageiro foi preso em flagrante transportando aproximadamente 18 quilos de maconha em um voo com origem em Manaus.
Na primeira fase da Operação Gatekeeper, realizada em março de 2025, foram identificadas pelo menos 13 remessas de entorpecentes, que totalizaram cerca de 150 quilos de maconha.
Naquela etapa, quatro pessoas foram presas e indiciadas, entre elas um servidor da Polícia Federal que posteriormente foi condenado pelos fatos relacionados à investigação.
Essa condenação se refere à primeira fase da operação e não deve ser confundida com a situação dos novos investigados na etapa realizada nesta quinta-feira.
Movimentações financeiras teriam continuado após primeira fase
De acordo com a Polícia Federal, as atividades financeiras investigadas continuaram mesmo após as medidas adotadas na primeira fase da operação.
As apurações indicam que a movimentação de recursos teria ocorrido entre agosto de 2025 e março de 2026. O uso de contas de terceiros, empresas de fachada e plataformas digitais está entre os pontos analisados pelos investigadores.
A operação também busca esclarecer como os recursos eram movimentados e se houve conversão de valores em bens, incluindo veículos.
Quais crimes são investigados?
Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação também considera circunstâncias relacionadas ao transporte interestadual de entorpecentes e ao possível envolvimento de agente público.
As responsabilidades individuais ainda dependem do avanço das apurações e da análise das provas pelas autoridades competentes. A existência de mandados de prisão, buscas ou bloqueios patrimoniais não representa, por si só, uma condenação.
Até a divulgação das informações consultadas, a Polícia Federal não havia tornado públicos todos os detalhes sobre o dinheiro encontrado nas residências nem divulgado a identidade dos novos alvos.
Fonte: CM7 Brasil. Informações complementares: Polícia Federal e Rios de Notícias.






