O motorista de ônibus Nando Vieira Pontes, de 44 anos, foi assassinado na madrugada desta terça-feira (1º) após ser atacado por trás e atingido com uma facada na região da jugular. O crime ocorreu por volta de 1h da manhã, no terminal de ônibus da Praça do Núcleo 15, no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus.
De acordo com relatos de colegas de trabalho, Nando se preparava para iniciar mais uma viagem quando se envolveu em uma discussão acalorada com outro homem. O desentendimento teria começado durante uma conversa sobre política e se agravou por uma rixa antiga entre os dois, que já duravam mais de um ano e estavam ligadas a questões do ambiente de trabalho.
Após o bate-boca, o agressor aguardou um momento de distração, aproximou-se por trás da vítima e desferiu o golpe fatal com uma faca. Nando trabalhava para a empresa de transporte Eucatur na linha E14.
Atendimento e óbito no local
Populares e colegas acionaram imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) . Uma equipe médica chegou a prestar os primeiros socorros a Nando, com procedimentos de reanimação ainda no asfalto. No entanto, devido à precisão do golpe que atingiu a veia jugular, a vítima sofreu uma hemorragia severa e não resistiu, vindo a óbito no local.
Fuga e investigações
Após cometer o homicídio, o autor do crime fugiu da cena. Informações extraoficiais que circulam entre a categoria indicam que ele já teria deixado a cidade de Manaus para evitar a prisão em flagrante. Até o momento, não há confirmação oficial das autoridades sobre a identidade completa do suspeito ou seu paradeiro.
O caso foi encaminhado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) , que já iniciou as investigações. A Polícia Civil deverá coletar depoimentos de testemunhas, analisar imagens de câmeras de segurança da região e confirmar a real motivação do crime, esclarecendo o peso da discussão política e da rixa profissional no desfecho trágico.
Comoção
A notícia do assassinato gerou forte comoção entre os rodoviários, que lamentaram a perda violenta do colega de profissão em grupos de mensagens. Até o fechamento desta matéria, a Eucatur não havia emitido nenhum posicionamento oficial sobre o ocorrido.






