Um episódio de extrema violência doméstica mobilizou as autoridades de segurança em Manaus na última quinta-feira (26/03). Um homem de 31 anos, cuja identidade foi preservada, foi preso em flagrante no bairro Cidade de Deus, zona Norte da capital, após atacar brutalmente a própria irmã e sua ex-companheira. O caso, que teve início com uma discussão banal no portão da residência da família, quase terminou em tragédia.
Segundo informações da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), o agressor iniciou uma série de insultos e ameaças contra a irmã. A situação escalou rapidamente quando a ex-namorada do suspeito tentou intervir para apaziguar os ânimos. Testemunhas relataram que o homem, em um acesso de fúria, utilizou um estilete para ferir as costas de uma das vítimas.
Cenas de Horror no Portão
Imagens de câmeras de segurança e registros de celulares de vizinhos capturaram o momento da confusão. No vídeo, é possível observar a gesticulação agressiva do suspeito e o desespero das mulheres ao tentarem se defender.
“Os ânimos estavam extremamente exaltados. Ele não apenas proferiu injúrias, mas partiu para a agressão física direta em um local público, demonstrando total desrespeito à integridade das vítimas e à vizinhança”, afirmou um dos agentes que participou da ocorrência.
Após o ataque, as vítimas procuraram imediatamente a delegacia especializada. Diante da gravidade dos fatos e do risco iminente de novas agressões, a autoridade policial representou pelo pedido de prisão preventiva, que foi prontamente deferido pela Justiça do Amazonas.
Histórico e Punição
Este não seria o primeiro registro de comportamento agressivo do homem contra familiares. Investigações preliminares apontam que o histórico de “nervosismo” e ameaças era recorrente, criando um ambiente de medo constante no núcleo familiar.
O suspeito agora responderá por uma série de crimes previstos no Código Penal e na Lei Maria da Penha:
- Lesão Corporal Qualificada (pelo uso de arma branca);
- Ameaça;
- Injúria.
O homem foi encaminhado para a audiência de custódia e segue à disposição da Justiça no Centro de Detenção Provisória de Manaus. As vítimas receberam atendimento médico e foram incluídas no programa de Medidas Protetivas de Urgência.






