(Foto: Alex Pazuello/Semcom/Prefeitura de Manaus)
Um estudo publicado na revista científica The Lancet apontou que o Brasil perdeu cerca de 3,4 anos na expectativa de vida durante a pandemia da Covid-19, resultado associado por pesquisadores à condução da crise sanitária e à disseminação de desinformação sobre vacinas e medidas de prevenção.
Pesquisa analisou impactos da pandemia no Brasil
O levantamento foi realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade de São Paulo (USP) e de instituições internacionais.
Segundo o estudo, o país registrou uma das maiores quedas de expectativa de vida da América Latina durante os anos mais críticos da pandemia.
Homens foram os mais afetados
Os dados mostram que a expectativa de vida entre homens caiu de forma mais acentuada em comparação às mulheres.
Em algumas regiões do Brasil, especialmente no Norte e Centro-Oeste, os impactos foram considerados ainda mais severos devido à alta mortalidade registrada no período.
Pesquisadores criticam desinformação
Os autores do estudo afirmam que a circulação de notícias falsas, resistência ao uso de máscaras e atrasos na vacinação contribuíram para o agravamento da crise sanitária no país.
O trabalho também destaca que o Brasil ultrapassou a marca de 700 mil mortes relacionadas à Covid-19 desde o início da pandemia.
Amazonas foi um dos estados mais afetados
O estudo cita que o Amazonas enfrentou momentos críticos durante a crise sanitária, incluindo o colapso hospitalar e a falta de oxigênio em unidades de saúde no início de 2021.
Na época, hospitais da capital amazonense registraram superlotação e aumento expressivo no número de mortes.
Debate voltou às redes sociais
Após a divulgação da pesquisa, o tema voltou a repercutir nas redes sociais e em debates políticos sobre a condução da pandemia no Brasil.
Especialistas em saúde pública reforçaram a importância da vacinação e do combate à desinformação em situações de emergência sanitária.






