O aniversário do deputado federal João Carlos se transformou em um novo ato político no cenário eleitoral do Amazonas. O evento reuniu parlamentares, lideranças evangélicas e representantes comunitários, mas acabou chamando atenção pelos gestos de apoio à candidatura à reeleição do governador Roberto Cidade.
O momento foi interpretado por aliados como mais um sinal de fortalecimento da base do governador e de aproximação de nomes que, até então, integravam partidos ligados ao campo político do senador Omar Aziz (PSD) .
Repercussão no cenário político
O episódio ocorre poucos dias após outro movimento considerado relevante na disputa estadual. O prefeito de Manicoré, Lúcio Flávio (PSD) , anunciou apoio à reeleição de Roberto Cidade, apesar de integrar um partido aliado de Omar Aziz.
Agora, parlamentares do Republicanos , legenda que também mantém interlocução com o grupo do senador, apareceram publicamente em um evento marcado por manifestações favoráveis ao governador.
A sequência de episódios tem sido interpretada nos bastidores como uma reconfiguração de apoios dentro da corrida eleitoral de 2026.
O gesto que chamou atenção
O momento mais simbólico da celebração aconteceu durante a foto oficial do evento. Na imagem, os participantes fizeram o “C” de Cidade , gesto utilizado pela campanha do governador e que passou a identificar seus apoiadores em agendas políticas pelo Amazonas.
Entre os presentes estavam:
- O deputado federal João Carlos
- O deputado estadual João Luiz
- Lideranças evangélicas
- Representantes comunitários
- Parlamentares e aliados políticos
O registro rapidamente repercutiu nos bastidores da política amazonense por evidenciar o alinhamento público dos participantes com a candidatura de Roberto Cidade.
Partido proíbe apoio livre
Vale lembrar que o Republicanos no Amazonas, presidido pelo deputado federal Silas Câmara , publicou na semana passada uma ata retificadora da convenção estadual realizada em 25 de julho e retirou um dos trechos mais relevantes do documento original que estabelecia que os candidatos a deputado estadual e deputado federal estariam livres para apoiar qualquer candidato aos cargos de governador ou senador da República, sem sofrer sanções disciplinares.
Na retificação, o partido afirma que o trecho decorreu de um “erro material” e que o assunto não foi apresentado, discutido, votado ou deliberado durante a convenção estadual.
“Ficarão livres para apoiar qualquer candidato a Governador ou Senador da República, não podendo sofrer qualquer sanção disciplinar por infidelidade partidária, caso não apoiem a candidatura majoritária acima citada” , dizia a parte excluída.






