Um crime brutal registrado na noite de segunda-feira abalou moradores de um condomínio de alto padrão no bairro Boa Viagem, na Zona Sul da capital pernambucana. O cantor e empresário Rodrigo Estevam, de 37 anos, matou a ex-esposa, a fisioterapeuta Maria Eduarda, e tirou a própria vida em seguida.
Segundo informações da Polícia Civil de Pernambuco, o homem invadiu o apartamento da vítima antes de efetuar disparos de arma de fogo. Vizinhos relataram ter ouvido uma discussão intensa, seguida por tiros.
Crime dentro do apartamento
A Polícia Militar de Pernambuco foi acionada por funcionários do condomínio após a movimentação suspeita. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram os dois já sem vida na sala do imóvel. Uma arma de fogo foi apreendida.
As primeiras investigações indicam que o crime foi premeditado. O suspeito conhecia a rotina do local e teria aproveitado uma brecha na segurança para acessar o condomínio e chegar ao apartamento.
De acordo com relatos de familiares e amigos, o casal estava separado há cerca de quatro meses. No entanto, Rodrigo não aceitava o fim do relacionamento.
Pessoas próximas à vítima afirmam que Maria Eduarda vinha sofrendo ameaças e tentava manter discrição para evitar novos conflitos.
Quem eram as vítimas
Rodrigo Estevam era conhecido no cenário musical local e também atuava como empresário no setor de entretenimento. Não havia registros formais de antecedentes por violência doméstica, embora relatos apontem comportamento possessivo.
Maria Eduarda era fisioterapeuta e trabalhava em clínicas da capital. Nas redes sociais, amigos e familiares prestaram homenagens e cobraram justiça e mais proteção às mulheres.
Violência contra a mulher em debate
O caso reacende o alerta sobre o feminicídio em Pernambuco e no Brasil. Crimes cometidos por ex-companheiros, especialmente após o término de relacionamentos, seguem sendo uma das principais causas de mortes de mulheres.
Especialistas apontam que situações de ameaça devem ser tratadas com máxima urgência, com registro de ocorrência e solicitação de medidas protetivas.
Canais de denúncia
Autoridades reforçam que mulheres em situação de risco podem buscar ajuda por meio de canais oficiais:
- Central de Atendimento à Mulher: 180
- Emergência da Polícia Militar: 190
- Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (24h)
O caso segue sob investigação e reforça a necessidade de medidas mais eficazes de prevenção à violência doméstica, além de maior atenção a sinais de risco em relacionamentos abusivos.






