Bombeiros de SP vão a Manaus para buscas de 7 desaparecidos de naufrágio

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A equipe de Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) de São Paulo viajou hoje para Manaus (AM) a fim de ajudar nas buscas das sete pessoas que estão desaparecidas após o naufrágio que na última sexta-feira (13) deixou dois mortos. Na tarde daquele dia, a embarcação Lima de Abreu afundou com 80 passageiros na região em que as águas dos rios Negro e Solimões se encontram.

O que aconteceu

O GBMar foi acionado às 18h de ontem (14) para prestar apoio nas buscas subaquáticas. Foram enviados três mergulhadores e dois operadores de equipamentos de busca, incluindo um sonar (sistema que propaga ondas sonoras para detectar objetos submersos) e o detector de metal Próton 5, também especializado em busca subaquática de estruturas metálicas.

Depois de separar os equipamentos, o grupo foi para o Aeroporto Internacional de Guarulhos por volta das 2h de hoje. O efetivo, cujo voo partiu às 07h45, chegou em Manaus às 11h20. A equipe já recebeu os detalhes sobre a ocorrência, como condições hidrológicas, área de busca previamente delimitada e estratégias que já foram utilizadas.

A previsão é de que a participação do grupamento comece ainda hoje. As operações seguirão de forma integrada entre as corporações.

O acidente

Ontem, a embarcação foi encontrada. Segundo o governo do Amazonas, as buscas foram retomadas hoje às 6h de amanhã.

Até o momento, 71 pessoas foram resgatadas com vida e duas morreram. Uma delas é uma criança de 3 anos e a outra uma mulher; a identidade das vítimas não foi divulgada.

A embarcação continua submersa e deve ser retirada amanhã pelos bombeiros. Antes da chegada dos paulistas, 44 bombeiros militares e cinco embarcações da corporação atuam no trabalho de buscas e resgate. “Uma equipe de mergulho de Itacoatiara seguirá [amanhã] pelo rio Amazonas realizando varredura ao longo do percurso”, diz nota do governo.

A lancha que afundou saiu de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte, no interior do estado. No Encontro das Águas, uma atração turística da capital amazonense, os rios Negro e Solimões correm lado a lado por quilômetros sem se misturar.

A Marinha diz atuar na apuração do caso. A instituição informou que a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental está com uma equipe no local para investigar a ocorrência, além de uma aeronave que tem ajudado nas buscas dos passageiros.

Comandante pagou fiança

O comandante da embarcação foi solto hoje após pagar fiança. Ele foi preso em flagrante ontem por suspeita de homicídio culposo [quando não há intenção de matar]. O piloto foi levado para a delegacia na sexta-feira logo após ser resgatado.

A defesa do piloto diz que ele prestou auxílio imediato aos passageiros. “O comandante colaborou com as equipes de resgate assim que estas chegaram e continua à inteira disposição das autoridades competentes”, diz nota. O texto afirma ainda que “qualquer conclusão antecipada não reflete a necessária prudência que o caso exige”.

A empresa responsável pela embarcação diz prestar assistências às famílias. “A embarcação encontrava-se devidamente regular, com documento válida, inspeções atualizadas e operando em conformidade com as normas da navegação”, diz nota divulgada da Lima de Abreu Navegações.

Fonte: UOL

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