Apreensão de R$ 1,25 milhão levou PF a investigar Coari

Últimas

A apreensão de aproximadamente R$ 1,25 milhão em dinheiro vivo, realizada em maio de 2025, foi o ponto de partida para a investigação que resultou na Operação Dinastia do Lago, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (16 de setembro de 2026).

A operação apura possíveis crimes envolvendo fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro relacionados à administração municipal de Coari, no interior do Amazonas.


Como a investigação começou

Segundo a Polícia Federal, os cerca de R$ 1,25 milhão foram apreendidos com três empresários que viajavam em um voo entre Manaus e Brasília (DF).

A apreensão chamou a atenção dos investigadores e levou ao aprofundamento das apurações sobre a origem e a movimentação dos recursos.

A PF afirma que, ao longo da investigação, surgiram indícios de uma possível atuação coordenada entre empresários, agentes públicos e terceiros.


Suspeitas investigadas pela PF

De acordo com a Polícia Federal, as apurações identificaram indícios de possível direcionamento de licitações, desvio de recursos públicos e movimentações financeiras que poderiam estar relacionadas ao pagamento de vantagens indevidas.

A investigação também busca esclarecer possíveis operações utilizadas para ocultar a origem e os destinatários finais dos valores.

A PF informou que os fatos são investigados, em tese, como possíveis crimes de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.


Operação Dinastia do Lago

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), foram expedidos 29 mandados de busca e apreensão para cumprimento em Manaus e Coari.

Também foram determinadas medidas cautelares, incluindo o afastamento de servidores públicos.

A Polícia Federal divulgou imagens de dinheiro e outros bens apreendidos durante a operação, mas informou que as investigações continuam para esclarecer a possível participação de cada envolvido.


Investigação continua

A PF deve analisar documentos, equipamentos e outros materiais recolhidos durante o cumprimento dos mandados.

Até o momento, as suspeitas apresentadas pelas autoridades fazem parte de uma investigação em andamento. Portanto, os envolvidos são tratados como investigados, e eventual responsabilidade criminal ainda depende da apuração e das decisões judiciais.

spot_imgspot_img
spot_img

Outras notícias

Conteúdo relacionado