Tadeu de Souza quebra o silêncio sobre renúncia e sucessão no Amazonas

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Em uma reviravolta que reconfigurou o tabuleiro político do Amazonas, o agora ex-vice-governador Tadeu de Souza (PP) detalhou, em sua primeira entrevista exclusiva após deixar o cargo, os bastidores da decisão que culminou na sua renúncia e na de Wilson Lima (União Brasil). Para Tadeu, o movimento não foi uma “entrega de pontos”, mas uma escolha pragmática sobre “quem tinha melhores condições” de manter a força do grupo político.

O Xadrez Político de 2026

A renúncia dupla, oficializada no último dia 4 de abril — limite do prazo de desincompatibilização eleitoral —, surpreendeu parte do eleitorado, mas vinha sendo costurada nos bastidores da Assembleia Legislativa (Aleam). Ao abrir mão de assumir o governo com a saída de Wilson Lima, Tadeu permitiu que a linha sucessória chegasse ao presidente da Aleam, Roberto Cidade (União Brasil).

“A estratégia foi pensada para preservar a capacidade de articulação do nosso grupo. Em 2026, a gestão em exercício é sempre o alvo preferencial dos adversários. Optamos por fortalecer quem tinha a maior musculatura política no momento”, afirmou Tadeu à reportagem de A Crítica.

Diferente de Wilson Lima, que deve buscar uma vaga no Senado Federal, Tadeu de Souza confirmou que seu projeto pessoal para as eleições de outubro mira a Câmara dos Deputados. Segundo interlocutores, o ex-vice-governador acredita que pode ser uma voz técnica e articuladora para os interesses do Amazonas em Brasília, utilizando sua experiência como braço direito de Wilson Lima e sua passagem pela gestão municipal de Manaus.

Estabilidade vs. Ambição

Embora tenha negado que sua governabilidade estivesse sob ameaça caso assumisse o comando do estado, Tadeu admitiu que o diálogo com o Legislativo seria um desafio. Ao ceder o espaço para Roberto Cidade, o grupo governista garante uma transição com apoio direto da maioria dos deputados estaduais, evitando o isolamento político em um ano de campanha.

Portais locais, como o Amazonas Atual e o G1, destacaram que a saída de Tadeu encerra um ciclo de extrema lealdade ao governador Wilson Lima, marcada por uma atuação técnica e discreta, mas fundamental na gestão de crises e indicadores econômicos do estado.

Principais pontos da movimentação:

  • Renúncia Dupla: Wilson Lima e Tadeu de Souza deixaram os cargos para disputar as Eleições 2026.
  • Sucessão: O comando do Amazonas passa para o Legislativo, fortalecendo a candidatura de Roberto Cidade ao governo.
  • Novo Destino: Tadeu de Souza é pré-candidato a Deputado Federal pelo Progressistas.
  • Justificativa: Decisão baseada em viabilidade eleitoral e proteção do grupo político contra ataques da oposição.

A saída dos mandatários coloca o Amazonas em um período de governo de transição (mandato-tampão), enquanto as principais peças do governo anterior se preparam para o enfrentamento nas urnas em outubro.

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