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07/03/2026

Netanyahu afirma que conflito militar de EUA e Israel contra o Irã “Não Será Uma Guerra Sem Fim”

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, concedeu declarações nesta terça-feira, 3 de março de 2026, nas quais abordou diretamente o conflito militar em curso entre uma coalizão liderada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que entrou em sua quarta semana de confrontos. Em entrevista ao programa Hannity, da Fox News, Netanyahu rejeitou a ideia de que essa guerra se estenderá por muitos anos, como alguns conflitos anteriores no Oriente Médio, afirmando que a intenção das ações militares é ser “rápida e decisiva” e que, embora possa levar algum tempo, “não vai durar anos” nem se transformar em um conflito interminável.

A ofensiva conjunta começou no final de fevereiro de 2026 com ataques aéreos coordenados contra alvos estratégicos iranianos — incluindo infraestrutura militar e centros de comando — em uma tentativa de neutralizar capacidades que, segundo autoridades israelenses e norte-americanas, colocariam em risco a segurança regional se fossem deixadas intactas por muito tempo. A campanha militar, considerada uma das mais intensas da história recente da região, já provocou uma série de retaliações por parte do Irã, ampliando o conflito para além das fronteiras do país persa e envolvendo disparos de mísseis e drones contra bases e instalações em países do Golfo que abrigam tropas americanas.

Apesar da escalada e da violência, que inclui centenas de mortes civis e militares e uma série de ataques em múltiplos fronts, Netanyahu declarou que o objetivo principal da ação não é prolongar a guerra por anos nem manter um confronto constante, mas sim atingir resultados concretos de forma relativamente rápida. “Pode levar algum tempo, mas não vai levar anos. Não é uma guerra sem fim”, disse o premiê, ao mesmo tempo em que afirmou que a campanha poderia criar condições favoráveis para uma transformação política no Irã, incentivando mudanças no governo que permitam um caminho para a paz no Oriente Médio.

Nas suas falas, Netanyahu destacou também sua visão de que a ofensiva poderia abrir portas para novas oportunidades de normalização de relações entre Israel e outros Estados árabes, inclusive citando a possibilidade de aproximação com Arábia Saudita e outras nações muçulmanas caso o regime iraniano fosse enfraquecido ou substituído por um governo mais alinhado a uma coexistência pacífica.

Por outro lado, a questão de quanto tempo o conflito poderá realmente durar ainda gera incerteza entre os analistas internacionais. Embora Netanyahu e o presidente dos EUA, Donald Trump, tenham oferecido prazos e expectativas diferentes — Trump chegou a sugerir que o confronto poderia durar cerca de quatro ou cinco semanas — há consenso entre especialistas de que eventos imprevisíveis e a complexidade geopolítica podem ampliar significativamente o tempo de envolvimento militar e diplomático no Oriente Médio.

A guerra ainda tem provocado repercussões econômicas e estratégicas em escala global, com impactos nos mercados de energia, transporte marítimo e finanças internacionais, além de afetar diretamente a segurança de países vizinhos e alianças militares na região. A postura das lideranças dos EUA e de Israel, ao mesmo tempo em que tenta tranquilizar os públicos internos quanto ao tempo de duração do conflito, continua a ser acompanhada de perto em todo o mundo à medida que os desdobramentos militares e diplomáticos seguem em curso.

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