As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, conhecidas como Midterms, acontecem nesta terça-feira (3) e representam um importante teste político para o presidente Donald Trump. A votação vai definir a composição da Câmara dos Representantes e de parte do Senado, podendo modificar o equilíbrio de forças no Congresso americano durante os dois últimos anos do atual mandato presidencial.
Embora Trump não seja candidato nesta eleição, o resultado poderá influenciar diretamente sua capacidade de aprovar projetos, implementar medidas e manter apoio político no Legislativo. Atualmente, o Partido Republicano controla as duas Casas do Congresso.
Disputa pelo controle da Câmara e do Senado
Na Câmara dos Representantes, os 435 assentos estão em disputa. Os democratas precisam conquistar quatro cadeiras líquidas para assumir o controle da Casa, segundo o cenário atual apresentado pela agência Reuters.
No Senado, 35 das 100 vagas serão definidas nesta eleição. Os republicanos possuem uma maioria de 53 a 47, considerando os dois senadores independentes que integram a bancada democrata. Para assumir o comando da Casa, os democratas precisam obter quatro cadeiras líquidas.
A possibilidade de mudança na composição das duas Casas mantém a disputa sob atenção nacional, principalmente porque uma pequena diferença de assentos pode alterar o controle das principais comissões e a condução dos trabalhos legislativos.
Trump enfrenta avaliação sobre seu governo
Mesmo sem aparecer nas cédulas, Donald Trump é uma das principais figuras políticas envolvidas na disputa. As Midterms são tradicionalmente interpretadas como uma avaliação do desempenho do partido que ocupa a Presidência.
Entre os assuntos que influenciam o debate eleitoral estão o custo de vida, a inflação, a imigração e a guerra envolvendo o Irã. A insatisfação de parte do eleitorado com esses temas tem colocado os republicanos sob pressão.
Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada antes da votação apontou que apenas 32% dos americanos aprovavam o desempenho de Trump. O índice representa um dos níveis mais baixos de popularidade do presidente durante seu mandato.
O que pode acontecer se os democratas vencerem?
Caso os democratas conquistem a maioria na Câmara, terão maior poder para conduzir comissões parlamentares, convocar autoridades e abrir investigações sobre integrantes do governo federal.
A mudança também poderá dificultar a aprovação de projetos defendidos por Trump, além de ampliar a fiscalização sobre decisões da Casa Branca.
Se os democratas assumirem também o Senado, poderão exercer influência maior sobre a confirmação de juízes, embaixadores e altos funcionários indicados pelo presidente.
Apesar disso, uma eventual vitória democrata não significa que Trump perderá seus poderes presidenciais. O chefe do Executivo continuará podendo vetar projetos aprovados pelo Congresso e manterá competências próprias do cargo. Portanto, o resultado poderá limitar sua capacidade de articulação política, mas não retirar automaticamente sua autoridade.
Mais de 57 milhões já votaram antecipadamente
A votação desta terça-feira ocorre depois de semanas de participação antecipada. Segundo dados do Election Lab da Universidade da Flórida citados pela Reuters, mais de 57 milhões de americanos já haviam depositado seus votos até a segunda-feira (2).
Além das disputas para o Congresso, os eleitores também escolhem governadores em diversos estados e participam de outras votações locais.
A apuração começa após o fechamento das seções eleitorais. Como algumas disputas são apertadas e há votos enviados pelo correio, a definição do controle do Congresso poderá levar mais tempo.
O resultado das Midterms será decisivo para estabelecer o cenário político dos Estados Unidos até o fim do mandato de Trump, em janeiro de 2029.
Fonte: CM7 Brasil. Informações complementares: Reuters e CNN Brasil.






