Homem confessa assassinato de cabeleireiro com cerca de 40 golpes de chave de fenda em Manaus

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O homem investigado pelo assassinato do cabeleireiro Dilbert Carvalho de Araújo, de 42 anos, confessou o crime durante interrogatório na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), em Manaus. Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), a vítima foi morta com aproximadamente 40 golpes de chave de fenda dentro da própria residência, no bairro Jorge Teixeira, zona Leste da capital.

O suspeito foi identificado como Mauro Fagno Santos dos Santos, de 26 anos, preso durante as investigações. O homicídio aconteceu na madrugada de 19 de outubro, mas a prisão foi divulgada nesta quarta-feira (4).

Suspeito conheceu a vítima em um bar

De acordo com as informações apresentadas pela Polícia Civil, Dilbert e Mauro se conheceram na madrugada do crime, em um bar no bairro Jorge Teixeira. O estabelecimento estava encerrando as atividades quando os dois começaram a conversar.

Durante o interrogatório, Mauro afirmou que o cabeleireiro o convidou para continuar consumindo bebidas alcoólicas em sua residência. Os dois seguiram juntos até o imóvel em um mototáxi.

Câmeras de segurança registraram a chegada dos homens à casa. Posteriormente, as gravações mostraram apenas Mauro deixando o local, o que ajudou os investigadores a reconstruir a movimentação naquela madrugada.

Investigado apresentou versão sobre a discussão

Em depoimento, Mauro alegou que os dois consumiram gim na residência e que, em determinado momento, Dilbert teria feito investidas de natureza sexual, que ele afirma ter recusado.

Segundo a versão apresentada pelo investigado, a situação provocou uma discussão, seguida de uma luta corporal. Ele relatou que pegou uma chave de fenda e começou a agredir o cabeleireiro.

A Polícia Civil informou que o primeiro golpe teria atingido a região da laringe. Em seguida, a vítima sofreu aproximadamente 40 perfurações pelo corpo.

A alegação sobre as investidas sexuais faz parte da versão apresentada pelo suspeito durante o interrogatório e não deve ser tratada como fato comprovado.

Suspeito teria deixado a vítima ferida e trancado a residência

Conforme os detalhes divulgados pela investigação, Dilbert ainda estava agonizando quando Mauro deixou o imóvel. Antes de fugir, o investigado teria trancado a porta da residência, numa tentativa de dificultar a descoberta do crime e ganhar tempo.

A polícia também apura a retirada do celular da vítima. Durante o depoimento, Mauro teria admitido que levou o aparelho após o ataque.

Outro ponto mencionado pela investigação envolve uma transferência bancária realizada pelo celular de Dilbert. As circunstâncias dessa movimentação financeira integram os elementos reunidos pelos investigadores.

Câmeras de segurança ajudaram na identificação

As imagens de vigilância foram importantes para reconstruir os últimos momentos da vítima. Os registros mostram Dilbert chegando acompanhado de outro homem e, algum tempo depois, o suspeito saindo sozinho da residência.

A Polícia Civil também informou que Mauro tentou evitar ser localizado depois do homicídio. Ele teria se escondido em um terreno baldio e procurado familiares e conhecidos para conseguir ajuda e deixar a região.

Com o avanço das diligências, os investigadores conseguiram identificar o paradeiro do suspeito e cumprir o mandado de prisão temporária.

Suspeito responde a outro processo

Segundo a Polícia Civil, Mauro Fagno também responde a outro processo relacionado a porte ilegal de arma de fogo e receptação.

A investigação do assassinato é conduzida pela DEHS. Após a prisão, o suspeito permaneceu à disposição do Poder Judiciário, e o caso deverá seguir os procedimentos legais para a conclusão do inquérito e eventual responsabilização criminal.

Apesar da confissão relatada pela polícia, a responsabilidade penal pelo homicídio ainda deverá ser analisada pela Justiça.

Fonte: CM7 Brasil. Informações complementares: Portal do Holanda, Rios de Notícias e Portal Baré.

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