
A pouco mais de um ano para as Eleições Gerais de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) intensifica ações de serviço, como a regularização cadastral e a biometria, ferramenta essencial para a segurança do voto eletrônico, e reforça a segurança e a eficiência das urnas eletrônicas. No próximo pleito, os amazonenses, que somam mais de 2,7 milhões de eleitores, vão eleger o presidente, o governador, dois senadores, oito deputados federais e 24 deputados estaduais.
De janeiro a setembro deste ano, mais de 39 mil atendimentos foram realizados na sede do Tribunal, somados às ações itinerantes. Segundo o TRE-AM, além da biometria, o prazo para emissão de novos títulos, transferência de domicílio eleitoral e regularização cadastral encerra no dia 6 de maio de 2026. Atualmente, 93,49% dos eleitores amazonenses já possuem cadastro biométrico.
O TRE-AM também atua no combate à desinformação diante de notícias falsas e golpes envolvendo cobranças por serviços eleitorais.
“Os serviços da Justiça Eleitoral são totalmente gratuitos. O eleitor deve desconfiar de qualquer perfil falso que simula nossos serviços. Não existe cobrança para emissão de documentos, como certidões. É crucial que a população se informe apenas pelos canais oficiais do TSE ou do TRE-AM”, reforçou o chefe da Central de Atendimento ao Eleitor, Efraim Filho, acrescentando que a legislação prevê multa de até R$ 106 mil para quem propagar fake news relacionadas ao processo eleitoral.
Cargos públicos
Com a proximidade das eleições, especialistas alertam para a importância de conhecer o papel de cada representante que será eleito. Helso Ribeiro enfatiza que o voto consciente passa, obrigatoriamente, pelo entendimento das funções de cada cargo.
“Durante as campanhas, candidatos prometem ações que ultrapassam suas atribuições. Por isso, é importante compreender suas competências. Por exemplo, poucos sabem que senadores eleitos poderão, no futuro, atuar como ‘juízes’ em processos contra ministros do STF ou o presidente da República. O exercício da cidadania não se limita nem se encerra no ato de votar. É crucial que o eleitor acompanhe o trabalho daqueles que foram eleitos”, explicou o cientista político.
Sobre a tendência de deixar a regularização para a última hora, Helso Ribeiro é enfático: “Agora, não há filas. Quanto mais cedo o eleitor verificar seu cadastro biométrico e antecipar a aquisição do título de eleitor, melhor”.
Ele ainda também adverte sobre a abstenção: “Não é virando as costas e se negando a votar que algo se resolve. Uma eleição geral define o curso de toda a nação. Então é importante participar votando em quem mais se identifica”, afirmou.
Para a estudante Alanna Pietra Silva, de 17 anos, que vai tirar o título em 2026, a renovação política é fundamental. “Precisamos de gente jovem, com ideias novas. A sensação é de que não temos tantas opções, que ficamos sempre entre os mesmos candidatos. Por isso, é importante dar chance a novas lideranças”, disse.
Urna
Em 2026, ano de Eleições Gerais, a urna eletrônica completa 30 anos de uso no país, sem qualquer registro comprovado de fraude. A inovação tecnológica brasileira integra um processo eleitoral reconhecido internacionalmente como modelo de segurança e transparência.
“O Brasil está na vanguarda desse processo. Até hoje, não tivemos nenhum caso comprovado de fraude ou invasão. Isso é, sem dúvida, a evidência mais importante que temos da segurança do nosso sistema. A Justiça Eleitoral tem muito orgulho de conduzir esse processo com responsabilidade e excelência”, afirmou o secretário de Tecnologia da Informação do TRE-AM, Kleber Merklein.
Segundo Merklein, um dos principais fatores que garantem a segurança do sistema está no fato da urna eletrônica não possuir conexão com a internet ou qualquer rede de dados, o que impede ataques externos.
“A urna eletrônica não está conectada a nada. Ela não tem Wi-Fi, não tem cabo de rede, além disso, a urna não permite nenhum tipo de intervenção manual que possa alterar resultados. As únicas ações manuais possíveis são operacionais, como preparar a urna, carregar dados, ligar ou desligar o equipamento. Ou seja, são procedimentos que não conferem nenhum poder de manipulação sobre o sistema”, completou.
Antes do início da votação, a urna imprime a chamada “zerésima”, que é um documento que lista todos os candidatos registrados e confirma que nenhum deles possui votos até aquele momento. Essa impressão serve como garantia de que a urna está zerada, pronta para iniciar a votação de forma íntegra.
Além da segurança técnica, o processo eletrônico de votação também garante o sigilo absoluto do voto. A urna utiliza um mecanismo chamado Registro Digital do Voto (RDV), que armazena os votos de forma embaralhada, sem seguir a ordem em que os eleitores comparecem à seção. Isso significa que o sistema permite saber apenas se a pessoa votou ou não, mas nunca em quem votou.
Calendário eleitoral
- Março/abril de 2026: janela partidária para troca de partidos de deputados sem perda de mandato;
- 6 de maio de 2026: prazo final para tirar ou regularizar o título de eleitor e realizar a biometria;
- 20 de julho a 5 de agosto de 2026: convenções partidárias;
- 15 de agosto de 2026: prazo final para registro de candidaturas;
- 16 de agosto de 2026: início da propaganda eleitoral;
- 4 de outubro de 2026: primeiro turno das eleições gerais;
- 25 de outubro de 2026: data prevista para o segundo turno.
Fonte: Portal Barcelos na NET



