O ministro do STF André Mendonça afirmou hoje que o “Brasil está doente” no que diz respeito à segurança pública.
O que aconteceu
Sem citar o governo Lula, ministro disse que é preciso políticas de Estado, e não de governo, para mudar a atual realidade. “Estamos doentes e não dá para tratar um câncer com uma pílula de AAS”, afirmou Mendonça durante um almoço do grupo Lide, que reúne lideranças empresariais, em São Paulo.
Mendonça também falou sobre governança e livre iniciativa econômica. Ele destacou que o papel do Estado é fiscalizar e planejar. E ressaltou que a segurança pública é um dos indicadores para se medir a boa governança, assim como a austeridade das contas públicas, a regulação adequada da iniciativa privada, o respeito à segurança jurídica e controle da corrupção.
O ministro apresentou dados do Banco Mundial para mostrar a posição do Brasil de acordo com cada critério. Em relação à questão envolvendo organizações terroristas e segurança pública, Mendonça afirmou que Paraguai, Argentina e Uruguai mais avançados que o Brasil.
Mendonça comentou que recentemente foi impedido de fazer um trabalho social em uma comunidade do Rio de Janeiro. “A nossa realidade hoje não é boa. Retrocedemos em vários indicadores, senão em todos”, afirmou o ministro, que foi reiteradamente elogiado por políticos presentes, como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o vice-governador, Felício Ramuth (PSD).

Ao responder perguntas de empresários, o ministro se classificou como discreto que busca o equilíbrio. Ele afirmou que há ativismo judicial no STF, mas que não defende essa posição dos colegas. “Um mesmo poder não pode dar a primeira e a última palavra.”
Mendonça também comentou sobre o inquérito que conduz a respeito das fraudes em benefícios do INSS. O ministro disse que decretou as primeiras prisões agora —quatro anos após sua posse no tribunal— em função do avanço das investigações e ressaltou que não vai “perseguir ninguém “.
Fonte: UOL






