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07/03/2026

Vereadores da ‘renovação’ votam para salvar colega preso por ‘rachadinha’

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Os vereadores Eurico Tavares (PSD) e João Paulo Janjão (Agir), ambos novatos na Câmara Municipal de Manaus (CMM) e eleitos com discursos de renovação política, surpreenderam ao votar contra o requerimento que pedia a votação do processo de cassação do vereador Rosinaldo Bual (Agir), preso na Operação Face Oculta por suspeita de envolvimento em esquema de “rachadinha”.

O resultado consolidou a força da base do prefeito David Almeida (Avante), com 21 votos contrários, 11 favoráveis e 8 ausências, barrando o pedido apresentado pelo vereador Rodrigo Guedes (PP).

Nas redes sociais, Eurico Tavares e Janjão foram alvos de críticas de eleitores e internautas, que apontaram incoerência entre seus discursos de campanha e a postura no plenário, acusando-os de trabalhar contra a população e de má atuação política como estreantes.

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Sobre votação

Entre os que votaram a favor do requerimento estavam Rodrigo Guedes (PP), Rodrigo Sá (PP), Saimon Bessa (UB), Coronel Rosses (PL), Carpê Andrade (PL), Sargento Salazar (PL), José Ricardo (PT), Amauri Gomes (PL), Diego Afonso (UB), Ivo Neto (PMB) e Paulo Tyrone (PMB).

Já os 21 vereadores que rejeitaram a proposta foram: Eurico Tavares (PSD), Roberto Sabino (Republicanos), João Paulo Janjão (Agir), Elan Alencar (DC), Raulzinho (MDB), Eduardo Alfaia (Avante), Gilmar Nascimento (Avante), Sérgio Baré (PRD), Rodinei Ramos (Avante), Thaysa Lippy (PRD), Raiff Matos (PL), Everton Assis (UB), Professor Samuel (PSD), Allan Campelo (Podemos), Mitoso (MDB), Marcelo Serafim (PSB), Rosivaldo Cordovil (PSDB), Dione Carvalho (Agir), Marco Castilhos (UB), João Carlos (Republicanos) e Aldenor Lima (UB).

O presidente da Câmara, David Reis (Avante), que não votaria, esteve ausentes, além de Carlos Pai Amado (Avante), Dr. Eduardo Assis (Avante), Jaildo Oliveira (PV), Joelson Silva (Avante), Kennedy Marques (MDB) e Yomara Lins (Podemos).

O vice-presidente da casa legislativa, Jander Lobato (Avante), foi quem presidiu a sessão no dia, e também não votaria.

Segundo o o autor do requerimento, vereador Rodrigo Guedes, o Regimento Interno da CMM determina que, ao receber denúncia, é obrigatória a votação imediata do juízo de admissibilidade para abertura de investigação o que, no caso de Rosinaldo Bual, não ocorreu. O parlamentar lamentou o resultado e criticou a postura da Casa.

Contexto

O vereador Rosinaldo Bual (Agir) foi preso na Operação Face Oculta, do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por suspeita de envolvimento em um esquema de “rachadinha”.

Durante a ação, foram apreendidos R$ 390 mil em espécie e cheques que somavam R$ 500 mil em cofres de sua casa. A Justiça determinou seu afastamento por 120 dias, e o STJ manteve a prisão preventiva após negar habeas corpus à defesa.

Fonte: Am1

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