O vereador Rodrigo Guedes denunciou possíveis irregularidades em um contrato firmado pela Prefeitura de Manaus para a reconstrução de uma passarela na avenida Torquato Tapajós. Segundo o parlamentar, a empresa responsável pela obra teria ligação familiar com a presidente do Fundo Manaus Solidária, o que levanta questionamentos sobre um possível conflito de interesses.
De acordo com a denúncia, a obra está orçada em R$ 7,5 milhões e foi atribuída à empresa N.J. Construções, Navegação e Materiais Ltda.. O vereador afirma que a companhia pertence ao sogro de Vivi Lira, enquanto o responsável técnico indicado para o serviço seria o marido da gestora. Para Guedes, a relação familiar entre os envolvidos levanta suspeitas sobre a forma como o contrato foi firmado.

Outro ponto questionado pelo parlamentar diz respeito à execução da obra. Segundo ele, durante visitas de fiscalização ao local, foram encontrados servidores e equipamentos da própria Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) realizando os trabalhos, mesmo com a existência de uma empresa contratada para o serviço. A situação levou o vereador a levantar a hipótese de um possível “contrato fantasma”.
Guedes também apontou divergências nos valores e na descrição do contrato. Conforme o parlamentar, a placa instalada no local da obra faz referência ao contrato nº 010/2025, que possui valor aproximado de R$ 14 milhões, enquanto a reconstrução da passarela estaria avaliada em R$ 7,5 milhões. Além disso, ele afirma que o objeto do contrato publicado no Diário Oficial do Município menciona serviços de manutenção em estruturas públicas, sem referência direta à construção de passarelas.

Diante das suspeitas, o vereador anunciou que pretende apresentar um requerimento solicitando cópia integral do contrato e informações detalhadas sobre a obra e a empresa responsável. Ele também informou que deve encaminhar denúncias ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas para que o caso seja investigado.
A reconstrução da passarela na avenida Torquato Tapajós é aguardada desde um acidente que destruiu a estrutura anterior, tornando o local alvo de cobranças por parte da população e de parlamentares municipais. Agora, as denúncias envolvendo o contrato da obra devem ampliar o debate sobre transparência e fiscalização de contratos públicos na capital amazonense.






