Além do bloqueio de R$ 2,5 milhões, MPAM apreendeu dois cheques de R$ 530 mil e três cofres, na residência do vereador, na casa da mãe e em seu sítio.
Manaus (AM) – O vereador da Câmara Municipal de Manaus, Rosinaldo Bual (Agir), preso preventivamente pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), teve uma conta bloqueada com R$ 2,5 milhões.
De acordo com informações divulgadas em coletiva de imprensa pelo MPAM, além do bloqueio do valor na conta do parlamentar, foram apreendidos dois cheques, totalizando R$ 530 mil, e três cofres, um na residência do vereador, outro na casa da mãe de Bual e um terceiro em seu sítio.
Durante a coletiva, o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Leonardo Tupinambá, esclareceu que o vereador não está sendo investigado por envolvimento com tráfico de drogas. Ele confirmou apenas que há investigação em curso relacionada à suspeita de participação em esquema de “rachadinha”.
Segundo Tupinambá, o gabinete de Bual apresentava grande rotatividade de funcionários. O coordenador explicou que, neste mandato, o parlamentar contratou e dispensou entre 40 e 50 pessoas.
Conforme a investigação, o suposto esquema de “rachadinha” consistia na divisão do salário desses servidores, que recebiam o pagamento e devolviam parte ao vereador.
Além disso, Tupinambá informou que outra linha de investigação envolve a possibilidade de Bual ter ligação com práticas de agiotagem.
O MPAM cumpriu mais de dez mandados de busca e apreensão e de prisão visando desarticular uma organização criminosa que, segundo a investigação, atuava na Câmara Municipal de Manaus.
Apesar do bloqueio significativo de R$ 2,5 milhões, os agentes também apreenderam maços de dinheiro. Além disso, a operação resultou na apreensão de cofres e de uma arma de fogo.
Conforme o coordenador do Gaeco, os crimes sob investigação incluem peculato, concussão, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
redação: EMÍLIA PICANÇO – PORTAL AM1
03/10/25 – 11h24
Fonte: AM1






