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07/03/2026

Rios da Amazônia são mapeados em 3D pela primeira vez por órgão público

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Pela primeira vez, o fundo dos rios da Amazônia foi mapeado em 3D por um órgão público. A tecnologia, utilizada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), permite identificar estruturas submersas, como pontes, oleodutos e cabos ópticos, e avaliar riscos para a navegação.

A operação ocorreu entre 28 de janeiro e 12 de fevereiro. Em 16 dias, técnicos percorreram 1.550 quilômetros na Região Metropolitana de Manaus, avançando pelo Rio Solimões. O trabalhou somou mais de 170 horas embarcadas e resultou no mapeamento de 91 km², com profundidades de até 120 metros.

O mapeamento foi realizado com um ecobatímetro multifeixe, aparelho usado em estudos oceânicos. Adquirido com recursos da Casa Civil. Agora, o equipamento será aplicado nos rios da Amazônia para apoiar a navegação e reduzir riscos de erosão e assoreamento.

Segundo a SGB, o ecobatímetro multifeixe com backscatter funciona emitindo múltiplos feixes sonoros em direção ao fundo do rio que retornam com diferentes intensidades, dependendo do tipo de sedimento ou estrutura. O sistema processa os sinais e gera mapas detalhados da topografia subaquática.

Em entrevista ao g1, o gerente de hidrologia e gestão territorial da Superintendência Regional de Manaus, André Martinelli, explicou que o equipamento vai ajudar a entender a dinâmica fluvial e melhorar a navegação.

Martinelli destacou que o aparelho também vai ajudar a estudar o transporte de sedimentos pelas dunas fluviais, fenômeno pouco conhecido. Ele lembrou que os eventos climáticos extremos estão cada vez mais frequentes na Amazônia.

SGB usa tecnologia inédita para mapear fundo dos rios da Amazônia em 3D — Foto: Foto: Lucas Macedo/g1 AM
SGB usa tecnologia inédita para mapear fundo dos rios da Amazônia em 3D — Foto: Foto: Lucas Macedo/g1 AM

Os primeiros já identificaram estruturas geológicas e avaliam a segurança de infraestruturas submersas.

Os dados coletados vão apoiar órgãos públicos federais, estaduais e municipais em decisões relacionadas à segurança da navegação, na proteção de infraestruturas estratégicas — como pontes, gasodutos e cabos de comunicação — e no ordenamento do uso do leito dos rios. Também servirão para pesquisas sobre erosão e transporte de sedimentos.

Segundo o SGB, os resultados consolidados devem ser divulgados em até dois meses, com a produção de artigos científicos, notas técnicas e mapas temáticos. — Foto: Foto: Lucas Macedo/g1 AM
Segundo o SGB, os resultados consolidados devem ser divulgados em até dois meses, com a produção de artigos científicos, notas técnicas e mapas temáticos. — Foto: Foto: Lucas Macedo/g1 AM

O SGB informou que os resultados consolidados serão divulgados em até dois meses, com artigos científicos, notas técnicas e mapas temáticos.

Fonte: G1

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