Pressão aumenta contra reforma da previdência municipal em Manaus

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(Foto: Reprodução/Zé Ricardo

Com 11 votos favoráveis e 18 contrários, a proposta de arquivamento foi rejeitada. No momento da votação, 11 vereadores estavam ausentes e o parlamentar que presidia a sessão não podia votar.

Manaus (AM) – Na sessão de quarta-feira (24), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereadores analisaram o requerimento que pedia o arquivamento do projeto de lei sobre a reforma da previdência dos professores da rede pública municipal. Com 11 votos favoráveis e 18 contrários, a proposta de arquivamento foi rejeitada. No momento da votação, 11 vereadores estavam ausentes e o parlamentar que presidia a sessão não podia votar.

No mesmo dia, professores e líderes sindicais protestaram em frente à Câmara contra a proposta. Eles alegam que a iniciativa da Prefeitura de Manaus pode representar prejuízos para os profissionais da educação municipal. Esse movimento buscou pressionar os vereadores durante a análise da matéria.

Apesar de os 11 votos favoráveis não terem sido suficientes, a vereadora Professora Jaqueline declarou em suas redes sociais que se posiciona contra o projeto. Ela afirmou que votará contrária ao texto porque não considera “justo que os trabalhadores tenham seus direitos retirados em nome de ajustes que poderiam ser debatidos com mais equilíbrio e diálogo”.

Dessa forma, a oposição na Câmara já reúne 12 votos contra o projeto, caso todos estejam presentes na próxima votação. No entanto, para derrubar a proposta, é necessário o apoio de dois terços dos parlamentares, conforme a Lei Orgânica do Município de Manaus. Isso significa que, mesmo com a ampliação da base contrária, a derrubada ainda não está assegurada.

Nas redes sociais, o vereador Rodrigo Guedes tem se destacado como um dos principais opositores à proposta. Ele vem articulando apoio junto a sindicatos e incentivando mobilização popular para pressionar os parlamentares.

“Se convencermos somente 1 vereador desses 28 a votar contra o projeto, derrubamos a proposta. Agora a bola está com os mais de 30 mil servidores públicos e com a população! Cobre, lute, fale!”, escreveu.

Além da atuação parlamentar, a mobilização também ocorre entre os profissionais da educação. Na quarta-feira (24), professores e sindicatos se reuniram na CMM para reivindicar mudanças.

Para a próxima quarta-feira, 1º de outubro, foi anunciada uma paralisação de advertência que pretende suspender 100% das atividades em escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Já no dia 2 de outubro, a categoria aguarda resposta do Ouvidor-Geral da Prefeitura, Ebenezer Albuquerque.

Fonte: AM1