Um vídeo que começou a viralizar nas redes sociais nesta sexta-feira (23) vem causando forte revolta na internet. As imagens expõem que um prefeito que apoia Lula ameaça retirar empregos e serviços básicos de uma aldeia indígena no interior do país. O episódio ocorre no município de Tucuruí, no Pará, em um nítido contexto eleitoral.
O chefe do Executivo municipal, Alexandre Siqueira (MDB) , usa a estrutura da prefeitura de forma abusiva. Ele cobra lealdade política da comunidade local sob a pena de cortar o fornecimento de direitos fundamentais.
A discussão e a chantagem
Inicialmente, as imagens registradas mostram a autoridade pública discutindo de forma muito ríspida com um líder da comunidade. O indígena foi identificado como Pirá durante o conflito verbal.
O gestor deixa claro que a manutenção dos serviços públicos está totalmente condicionada ao apoio à sua gestão:
“Se não tenho crédito com você, fazendo tudo que eu faço, então, eh, Pirá, eu vou cortar nosso relacionamento institucional” , ameaça a autoridade.
Além disso, a pressão governamental se torna mais direta e agressiva no decorrer da gravação. O prefeito faz a ameaça de suspensão das atividades vitais para a sobrevivência da aldeia:
“Eu posso então cortar todos os empregos, tirar tudo de saúde, de educação e de transporte lá de dentro” , declara o político.
A chantagem do prefeito de Tucuruí causa grande espanto nas pessoas ao redor. Na prática, a atitude configura um grave caso de abuso de poder contra as populações mais vulneráveis da região.
É de conhecimento público que tanto Alexandre Siqueira quanto a esposa dele, a deputada federal Andréia Siqueira , são apoiadores de Lula.
A reação da comunidade
Paralelamente, os membros da comunidade tradicional não recuaram diante da forte intimidação.
Durante a discussão acalorada, uma corajosa mulher que acompanha o líder indígena rebate as falas do prefeito de frente. Segundo a moradora, a prefeitura não havia feito contribuições significativas para o povoado:
“Quase não tem nada que o senhor não deu” , responde a cidadã indignada.
Por outro lado, o gestor mantém o seu tom de ultimato autoritário no local. Ele questiona repetidamente se a comunidade deseja o rompimento institucional e a retirada dos serviços básicos.
No entanto, a mulher responde de forma incisiva e sem demonstrar nenhum medo:
“Pode tirar” .
Repercussão e investigação
A enorme repercussão do caso gravado tem gerado indignação generalizada nas redes sociais. Apesar disso, o chefe do Executivo da cidade do Pará ainda não publicou uma nota de esclarecimento.
As autoridades policiais competentes precisam investigar o vazamento desta gravação rapidamente. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atua rigorosamente para combater o assédio eleitoral durante o período de campanhas em todo o Brasil.
O vídeo revoltante levanta graves debates sobre as garantias constitucionais no interior do nosso país. As instituições democráticas precisam proteger os direitos das minorias contra a conduta abusiva de autoridades públicas irresponsáveis.
Veja víde:
Fonte: CM7 Brasil






