Polícia desarticula rinha clandestina e resgata 23 galos durante operação no interior do Amazonas

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Uma operação das forças de segurança resultou no fechamento de uma rinha clandestina e no resgate de 23 galos utilizados em brigas ilegais no município de Pauini, no interior do Amazonas, localizado a cerca de 923 quilômetros de Manaus. A ação ocorreu no domingo (15) e foi coordenada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), com apoio da Polícia Militar do Amazonas (PMAM).

A operação, denominada “Operação Ícaro”, foi conduzida por agentes da 63ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) do município. Durante as diligências, os policiais localizaram e desativaram uma arena clandestina onde eram promovidas brigas de galos, prática considerada crime por envolver maus-tratos a animais e exploração de jogos de azar.

No local, 17 pessoas foram conduzidas à delegacia para prestar esclarecimentos. Após serem ouvidas, elas foram liberadas mediante assinatura de um termo de compromisso para comparecimento posterior à Justiça.

Durante a operação, os policiais também encontraram dinheiro proveniente de apostas, anabolizantes veterinários e diversos materiais utilizados nos combates entre as aves, evidenciando a estrutura montada para a realização das rinhas.

De acordo com o delegado Renan Boina de Barbe, responsável pela ação, além da prática de maus-tratos, o ambiente apresentava riscos à saúde pública. O confinamento irregular de aves e a ausência de fiscalização sanitária podem favorecer a propagação de doenças que atingem animais e até seres humanos.

Entre as enfermidades que podem se espalhar em ambientes como esse estão a Influenza Aviária (gripe aviária) e a Doença de Newcastle, ambas capazes de causar impactos sanitários relevantes na criação de aves da região.

Os 23 galos resgatados foram encaminhados à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), onde passarão por avaliação veterinária e inspeção sanitária para verificar possíveis doenças e garantir que não representem risco ao ecossistema local.

Os envolvidos no evento clandestino poderão responder pelos crimes de maus-tratos contra animais, exploração de jogos de azar e possíveis infrações às normas sanitárias, que seguem sendo investigadas pelas autoridades policiais.

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