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Manaus
07/03/2026

Operação prende grupo suspeito de agiotagem e extorsão contra servidores do Tribunal de Justiça do AM

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Seis pessoas foram presas nesta quinta-feira (12) em Manaus, durante uma operação da Polícia Civil que investiga um grupo suspeito de praticar agiotagem e extorsão. Entre os presos está o dono de um banco que, segundo a polícia, funcionava como fachada para lavagem de dinheiro. A Justiça autorizou prisão preventiva, quebra de sigilo telefônico e mandados de busca e apreensão. Foram recolhidos celulares, dinheiro, computadores e armas.

A investigação já identificou pelo menos cinco vítimas, incluindo uma servidora do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

O delegado Cícero Túlio, titular do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), disse à Rede Amazônica que o grupo era formado por diferentes núcleos de agiotas que miravam servidores públicos, principalmente de tribunais e outros órgãos oficiais do Amazonas.

A vítima, que não teve a identidade revelada, relatou que começou a ser ameaçada após contrair um empréstimo inicial de R$ 5 mil, que evoluiu para uma dívida milionária. Ela perdeu duas casas e um carro, segundo apuração da Rede Amazônica.

Em áudios obtidos com exclusividade, pela Rede Amazônica, um dos suspeitos ameaçou sequestrar o filho da vítima:

Em uma das situações, a servidora foi abordada no estacionamento do Tribunal de Justiça do Amazonas e forçada a entrar em um carro com um dos agiotas. Em um vídeo apreendido pela polícia, um dos suspeitos afirma que fez um acordo com a vítima para pagamento de novas parcelas e enviar a informação ao chefe do grupo.

Em outro áudio, os suspeitos ameaçam matar a servidora e atacar veículos oficiais do Tribunal.

Segundo o delegado, o grupo utilizava violência e intimidação para garantir o pagamento das dívidas. As investigações apontam ainda o uso de empresas para movimentar grandes quantias de dinheiro em espécie e por meio de transações financeiras.

Lavagem de dinheiro

Segundo as investigações, Ikaro Michel, apontado como chefe do esquema, é dono do Banco Life, utilizado para lavar o dinheiro obtido com as práticas criminosas. Com ele, a polícia apreendeu cerca de nove veículos, dinheiro, celulares, computadores e uma arma escondida em cima de uma geladeira.

O TJAM informou, em nota, que não vai se manifestar sobre o caso. A defesa de Ikaro Michel disse que só falará após ter acesso ao inquérito.

Fonte: G1

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