MDB de Eduardo Braga judicializa disputa contra instituto após divergências em pesquisas para o Senado

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A corrida pelas duas vagas do Amazonas no Senado Federal em 2026 saiu do campo das articulações e entrou na esfera jurídica. O MDB, partido liderado pelo senador Eduardo Braga, ingressou com uma ação na Justiça Eleitoral contra um instituto de pesquisa após a divulgação de números que mostram o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) à frente nas intenções de voto.

A contestação do MDB foca em possíveis inconsistências metodológicas. Segundo o partido, haveria falhas na coleta de dados e na ponderação do eleitorado, o que comprometeria a lisura do levantamento. A ação busca suspender a divulgação ou exigir esclarecimentos detalhados sobre o sistema de controle e fiscalização da pesquisa.

Guerra de Números: Alberto Neto vs. Eduardo Braga

A judicialização ocorre em um momento de extrema polarização nas pesquisas. Enquanto institutos como o Real Time Big Data e AtlasIntel apontam um cenário favorável ao Capitão Alberto Neto, outros levantamentos, como o da Quaest e do Instituto Direto ao Ponto, trazem Eduardo Braga na liderança consolidada.

Instituto (Março/2026)LiderançaDestaque
Real Time Big DataAlberto Neto (23%)Braga aparece com 17%.
AtlasIntelAlberto Neto (24%)Empate técnico com Braga (19,3%).
QuaestEduardo Braga (39%)Liderança folgada no primeiro voto.
Direto ao PontoEduardo Braga (22%)Alberto Neto aparece com 18%.

Os dados variam drasticamente dependendo do cenário (se apenas o primeiro voto ou a soma das duas vagas em disputa) e da região (Capital vs. Interior). Historicamente, Braga mantém um desempenho superior no interior do estado, enquanto Alberto Neto demonstra força na região metropolitana de Manaus.

Contexto Político e Jurídico

A ofensiva jurídica não é isolada. No Amazonas, partidos como o Avante e o próprio PL já haviam solicitado auditorias em outros institutos este ano, alegando falta de transparência no acesso aos bancos de dados.

Especialistas apontam que a estratégia de judicializar pesquisas serve tanto para proteger a imagem dos candidatos quanto para evitar que um sentimento de “vitória antecipada” influencie o eleitorado e as alianças partidárias ainda em formação.

Com duas vagas em jogo, a disputa também conta com nomes fortes como o atual governador Wilson Lima (União) e o senador Plínio Valério (PSDB), que aparecem logo atrás dos líderes, mantendo o cenário aberto e juridicamente instável.

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