Influenciadora assumiu culpa em acidente que matou personal trainer em Manaus, diz MPAM

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Foto: Reprodução/Instagram

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) divulgou nota oficial esclarecendo questionamentos sobre a atuação do órgão na investigação do acidente de trânsito envolvendo a influenciadora digital Rosa Tavares que resultou na morte do personal trainer Talis Roque da Silva, em agosto de 2023, no bairro Vera Alves, zona Centro-Sul de Manaus.

Segundo o MP, a condutora do SUV envolvido no acidente foi acusada de homicídio culposo e firmou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), previsto em lei, que permite ao acusado cumprir penas alternativas e reparar o dano sem o prosseguimento do processo criminal, caso homologado pelo juiz.

Detalhes do acidente

A investigação concluiu que a condutora foi imprudente ao realizar uma manobra diagonal de duas faixas, de forma não gradual e em ângulo fechado.

Por outro lado, a perícia não comprovou que o motociclista trafegava em velocidade incompatível com a via, como chegou a ser alegado por testemunhas.

O promotor de Justiça Rogério Marques Santos, titular da 95ª Promotoria de Justiça da Capital, reforçou que a acusada já foi interrogada presencialmente e por videoconferência, admitiu a culpa e se mostrou disposta a reparar os danos causados.

Ele esclareceu ainda que Rosa Tavares não está na lista da Interpol, pois o caso envolve homicídio culposo, e não doloso.

Influenciadora foragida e divergências na investigação

Após o acidente, a influenciadora deixou o local em Manaus sem prestar socorro ao personal trainer e viajou para fora do país, atualmente residindo em Madri, Espanha.

Recentemente, o MP apresentou pedido para extinguir a prisão preventiva da influenciadora, permitindo que ela responda ao processo em liberdade caso retorne ao Brasil. A defesa confirmou que Rosa permanece foragida.

O caso também apresentou divergências entre testemunhos e laudos técnicos. Uma testemunha afirmou que o personal trainer estaria em alta velocidade no momento do atropelamento, mas a perícia oficial apontou que ele trafegava dentro do limite permitido.

O MP reforçou que o acordo de não persecução penal só ocorre após análise criteriosa e homologação judicial.

Enquanto isso, o processo continua em análise pela Justiça e a influenciadora ainda não se pronunciou publicamente sobre o pedido do Ministério Público.

A nota do MPAM encerra reafirmando o compromisso do órgão com a pacificação social e com a justiça, lamentando a perda de Talis Roque da Silva e a dor de seus familiares.

Fonte: Portal Norte